Grupo Bittencourt
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Você está preparado para de expandir o seu negócio internacionalmente?

Check list  para uma estratégia de expansão internacional de sucesso.

Se está pensado em expandir o seu negócio internacionalmente então este artigo é para você.

Saiba quais os riscos, vantagens e o que necessita fazer para abrir a sua empresa em  mercados internacionais.

1.Preparação é Tudo

Um dos passos iniciais mais importantes ao adotar uma estratégia de expansão internacional é a preparação na pesquisa do mercado (ou mercados) a atingir. A preparação para expandir internacionalmente é um processo multifacetado que exige foco, capacidade e estrutura de apoio para executar a ação. Uma boa preparação apoiada por uma pesquisa sólida e equipe experiente pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso total – não basta ter capacidade financeira.

Analisar o mercado, características locais, hábitos de consumo, barreiras legais e regulamentares, a adequação cultural ao produto/serviço que oferece (product fit), canais de entrada para venda e distribuição, práticas comerciais e concorrência são alguns dos pontos chave que o vão ajudar neste caminho. 

Encontrar um bom parceiro com experiência comprovada localmente no mercado pretendido é fundamental para que o seu processo de expansão corra da melhor forma – não basta conhecer o mercado, é preciso entender o mercado.

2. Instinto é bom mas não é suficiente

Há quem diga que o instinto é uma mensagem da nossa Alma. Instinto e atitude são sem dúvida fundamentais para a expansão de qualquer negócio- seja ele nacional ou internacional – mas simplesmente não é suficiente. Iniciar uma operação de negócio a milhares de kms de distância é sempre uma aposta e pode sair bem dispendiosa se não suportar as suas atividades com uma estrutura de apoio que possa crescer junto à medida que o negócio cresce.

Encontrar a estrutura adequada de apoio não só pode ajudar a tomar decisões de negócio mais estruturadas como também assegura que não ficou nenhum aspecto ou risco sem ser considerado.

3. Vontade com Capacidade

Se deseja expandir prepare a sua empresa internamente.  Organize uma equipe ou nomeie um responsável pela coordenação do projeto de expansão internacional com reporte direto a sua pessoa. Por mais maduro que o seu negócio esteja no seu mercado de origem não se esqueça que está prestes a iniciar um processo de entrada num mercado novo e este processo vai exigir de você e da sua empresa. Crie um mindset interno para expansão e motive a sua equipe de capacidade para o fazer

Preparado? Portugal e Europa como próximos passos

As vantagens de expandir o seu negócio para a Europa são variadas:

1. Acesso ao Mercado Único Europeu

O Mercado Único Europeu, estabelecido desde 1993, permite a livre circulação de bens ou serviços sem fronteiras internas ou barreiras regulatórias. Uma empresa estabelecida em Portugal tem automaticamente acesso a este Mercado Interno Europeu de 450 milhões de consumidores. Tal como Brasil funciona como plataforma comercial para América Latina Portugal funciona não apenas para o mercado Europeu como também para mercado Africano.

2. Euro como moeda única

O Euro enquanto moeda única oferece inúmeras vantagens e benefícios para as trocas comerciais. Elimina riscos de flutuação de câmbio e permite funcionar sem problemas em todo o mercado único Europeu. Uma moeda única também significa maior cooperação e abertura entre mercados na Europa e por consequência maiores oportunidades comerciais.

3. Portugal como base da sua expansão para a Europa.

Portugal é hoje uma plataforma estável e atrativa de acesso ao mercado Europeu:

– Situado numa posição geoestratégica entre a Europa e África;

– Um país estável em termos sociais, custos laborais, infraestruturas de telecomunicações, transporte e logística;

– 21ª posição (entre 141 países) em termos de qualidade geral em infraestruturas e 39º lugar (entre 190) no índice de Ease of Doing Business (World Economic Forum);

– Um “hub” central do ecossistema de start-ups Europeu, com vários programas de atratividade para investimento nesta área e sede do maior evento mundial de start-ups Web Summit;

– Uma indústria relevante em turismo, sendo Portugal considerado o 8º mercado a nível Europeu (Organização Mundial de Turismo);

– Um País com inúmeros programas de incentivo financeiro para investidores internacionais, incluindo acesso a Cidadania Europeia.

Expandir o seu negócio internacionalmente abre um mundo de oportunidades novas, reforça a sua posição empresarial junto da concorrência e permite um aumento do volume de negócios com a abertura de novas fontes de receita. 

Vamos crescer juntos? Fale conosco. 

Pedro Rodrigues dos Santos

CEO & Country Manager Grupo Bittencourt Europa

Se deseja saber mais sobre esse assunto participe do Webinar Internacional: BConnected – Expansão Internacional e Tendências Globais do Varejo.

Dia 17/março às 12:00 (horário de Brasília)

Clique aqui e se inscreva.

A pluralidade de marcas, formatos, ofertas, gostos e sabores faz do setor um dos que melhor responde às demandas do consumidor por conveniência e praticidade

Desde os restaurantes de serviço completo, ao fast food, dos drive ins e drive thrus ao quiosques, trucks e até containers. Os formatos sempre os mais diversos agora passam por nova disrupção. O “nenhum formato”. Explico melhor, restaurantes que simplesmente não existem no mundo físico e agora ocupam a nuvem. E tem atraído a atenção dos franqueadores.

As cloud kitchens mudaram a forma de pensar a eficiência das operações e escalabilidade de negócios que operam em rede. Seja no modelo colaborativo ou único surgem com a missão de melhorar as margens e entregar mais valor para as marcas. Um foco muito claro em preço, qualidade e agilidade.

 

O mundo mudou e isso não é novidade

A pluralidade de marcas, formatos, ofertas, gostos e sabores faz do setor um dos que melhor responde às demandas do consumidor por conveniência e praticidade

Desde os restaurantes de serviço completo, ao fast food, dos drive ins e drive thrus ao quiosques, trucks e até containers. Os formatos sempre os mais diversos agora passam por nova disrupção. O “nenhum formato”. Explico melhor, restaurantes que simplesmente não existem no mundo físico e agora ocupam a nuvem. E tem atraído a atenção dos franqueadores.

As cloud kitchens mudaram a forma de pensar a eficiência das operações e escalabilidade de negócios que operam em rede. Seja no modelo colaborativo ou único surgem com a missão de melhorar as margens e entregar mais valor para as marcas. Um foco muito claro em preço, qualidade e agilidade.

Os diferentes pontos de vista

Do ponto de vista do consumidor, a dinâmica das grandes cidades em que há cada vez menos tempo e mais a se fazer com menor possibilidade de deslocamentos e de investir tempo em refeições completas; a necessidade cada vez maior de conveniência e comodidade com a expectativa da marca chegar onde quer que ele esteja; um senso cada vez maior de que as coisas precisam acontecer mais rápido – as pessoas sofrem de uma necessidade de controlar tudo o tempo todo.

Do lado dos restaurantes, a capacidade ociosa nos contraturnos e a necessidade sempre presente de otimizar os recursos instalados e melhorar margens. Muitos operadores não se sentem capazes de entregar no delivery a mesma experiência de consumo no local e a sensação de dispersão de foco do atendimento on premisse ao incluir o off premisse e finalmente o efeito “pandemia”.

Tudo isso culminou com o delivery dobrando a participação no faturamento das redes – de 18% para 36% – segundo dados da pesquisa Setorial da ABF Food Service em que 85 marcas que somam juntas mais de 15 mil unidades participaram. E ainda revela que 45% das redes acreditam que a melhor forma de expandir no momento é via Cloud kitchen.

E elas tem feito isso. Os diversos players do foodservice no setor de franquias tem se atentado para os diversos modelos de operação de cloud para surfar a onda que não tende a ser apenas uma distração, mas uma disrupção de fato no setor de foodservice.

Os movimentos do setor

Algumas franqueadoras passaram a oferecer para seus franqueados novas opções de marcas para operar apenas no delivery. Essas franqueadoras que tradicionalmente operavam para o seu público com uma única marca e no mundo físico, passaram a produzir no delivery/virtual com multimarcas. Uma oportunidade de trazer receita adicional e conquistar uma nova camada de consumidores. Já estão atuando dessa forma Boali, Grupo Trigo, Grupo Alento e outras.

Outras empresas têm surgido totalmente na nuvem. Franquias que operam apenas restaurantes cloud com cozinhas centrais próprias e cozinhas franqueadas de finalização. Esse modelo se especializa no relacionamento com as plataformas, pois tem nelas alta dependência.

No mercado americano os números impressionam. A Wao Bao franqueadora de comida asiática saiu de menos de 10 unidades para mais de 300 no último ano – todas unidades virtuais.

Os modelos têm se multiplicado e o fato é que as oportunidades para o mercado de franquias são muitas. O uso das cloud kitchens para testes como cozinhas laboratório de novas marcas, novos mercados é uma das grandes vantagens uma vez que o investimento para abrir um restaurante virtual é muito menor do que um restaurante com salão e serviço completo. As dimensões de investimento são muito distintas o que permite que mais investidores se interessem pelo modelo.

O desafio para essas redes é incluir uma terceira ponta na equação do franchising. As plataformas agregadoras como ifood, uber eats e rappi são parte fundamental desse modelo de negócio. E sendo possível rentabilizar franqueado, franqueador e plataforma a franquia de Cloud é uma estratégia de expansão que permite escalar de forma mais rápida e com menor risco devido à todo o pacote de benefícios que o franchising oferece.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT

Como o consumidor tem feito descobertas no mundo virtual e o impacto disso no seu negócio

Quando olho para a complexidade do ambiente de negócios atualmente, cada vez mais me certifico de que empreender exige além de coragem um pouco de insanidade.

 

Isso porque ser bem sucedido num ambiente tão complexo exige muito do empresário que não pode se dar ao luxo de não dar atenção ou negligenciar algum ponto chave do negócio.

 

Qualquer deslize, facilmente é identificado e visto como oportunidade pela concorrência para oferecer algo melhor ou mais completo para o consumidor. E, às vezes, isso não ocorre por eficiência do concorrente mas por uma mera questão de transparência e dinâmica do mercado.

 

Considere o ambiente online por exemplo. Não é novidade que o tal do shift to online, ou a transição do físico para o digital dos últimos meses ganhou uma nova e real dimensão para as marcas. Em algumas situações foi em razão da busca pela sobrevivência, em outras, de aproveitamento de oportunidade.

 

O fato é que o digital do ponto de vista do consumidor, significa um universo completamente novo de possibilidades – novas marcas, novos produtos, novas abordagens e soluções.

 

Preste atenção nesse dado da Euromonitor: 48% dos consumidores globais descobriram novas marcas usando a rede social nos últimos meses. Isso significa dizer que o universo digital expos ainda mais o mercado.

Aquelas marcas que se relacionam com o consumidor de forma apenas transacional, estão correndo o risco de perderem o lugar para uma outra marca, que pode ser menos conhecida, mas que tem uma oferta similar apenas por uma questão de visibilidade na rede.

 

 

Traduzindo: Considere que se você não tem a oferta do produto online, imediatamente o consumidor vai buscar outra marca que o atenda – e ele vai encontrar. Não uma, mas várias opções que podem ocupar seu espaço a um “google” de distância.

Reflexões

Esse tipo de alerta tem que causar ao menos 4 reflexões nas marcas.

 

  1. Cuide de sua presença digital. Esteja disponível nos mais diversos canais e redes;
  2. Cuide de prever a demanda para prever o estoque – estar presente no digital, mas não ter o produto para oferecer é negligenciar esse poder de “descoberta” que está nas mãos do consumidor;
  3. Esteja atento ao relacionamento com o cliente – o digital cada vez mais oferece formas de se relacionar de forma íntima com o consumidor (dados, dados e mais dados – personalização, personalização e mais personalização!);
  4. Se certifique de criar laços e não apenas ter uma relação comercial/transacional.

 

Pode parecer uma visão muito radical, mas na prática é isso mesmo. Negligência gera concorrência. E quem é que pode sustentar ser negligente com o consumidor num cenário como o atual?

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT

Um movimento nem tão novo que você não possa ter ouvido falar nem tão consolidado que você não possa ter dúvidas sobre ele. Mas o fato é que o live commerce vai ocupar algumas das suas pautas de estratégia para os próximos anos.

E ele é importante não apenas pelo efeito novidade, mas pelos números que tem alcançado no mundo. O mercado de live commerce movimentou mais de 140 bilhões de dólares no mundo e, no ano passado, mais de 500 milhões de pessoas fizeram compras por plataformas de live streaming só na Asia – esses números são bem fresquinhos, foram divulgados esse mês na NRF.

Para você que está ainda sob o efeito da novidade e precisa saber mais do que se trata, basta imaginar uma live como as centenas que você viu durante a quarentena, associada ao e-commerce, com interação ao vivo dos consumidores com o hostess da live, com o adicional de se ter resultados instantâneos para a loja marca promotora. É uma verdadeira experiência de compra virtual interativa, que no final das contas, além de trazer resultado acaba por ao mesmo tempo ser divertida e engajadora para o consumidor. Tudo numa mesma experiência.

Tenho acompanhado esse movimento e para mim está muito claro: esse é o futuro de como as pessoas farão compras. Isso porque resolve um problema que o varejo ainda não tinha conseguido equacionar. Como trazer a humanização da experiência do mundo físico para o digital? Por meio da estratégia de streaming, o consumidor interage ao vivo, tira suas dúvidas, efetiva a compra em tom de conversa, de bate papo, extremamente pessoal, emocional, convincente.

Outro aspecto importante que dá força para o live commerce é que a pessoalidade da conversa faz com que quem assiste se sinta realmente presente e participante de tudo que está acontecendo. Enquanto a transmissão ao vivo de vídeo fornece o elemento de estar presente no momento, o bate-papo cria a conexão entre o host e o espectador, mas também o envolvimento entre outros espectadores. Ao compartilhar as percepções e opiniões a construção acaba sendo conjunta – consumidor e marca – de todo o processo.

E tanto engajamento só pode resultar em uma coisa: vendas.

E é isso que tem chamado a atenção das marcas ao redor do mundo. E os modelos de aplicação também tem se multiplicado. Como é o caso da Esteé Lauder, marca de cosméticos premium que utiliza o live streaming tanto para uma venda mais constitutiva 1to1, quanto para a venda via eventos “live”; até marcas como a Hering no Brasil que tem utilizado o formato para engajar seus franqueados no lançamento de novas coleções. O formato pode ser adaptado para os diversos tipos de indústrias, portes de clientes e canais de vendas e é com certeza algo que veio para ficar pela flexibilidade e adaptabilidade.

Então se você ainda não ouviu falar ou já ouviu, mas quer saber mais sobre isso, te convido a conhecer a StreamShop, plataforma de live commerce que o Grupo BITTENCOURT acaba de se unir. É um universo novo de oportunidades que se abre tanto para o varejo, franchising e indústrias, e que tenho muito orgulho de estar dando visibilidade. Acesse: https://streamshop.com.br/

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria com mais de 3 décadas de mercado especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

Essa semana alguns executivos brasileiros têm tido a oportunidade de participar de um momento histórico. Pela primeira vez em mais de 100 anos, a maior convenção mundial de varejo a NRF Big Show acontece online e tem se mostrado uma experiência bastante positiva até o momento.

Por enquanto o evento não traz muitas novidades e dá uma sensação de que o que aconteceu lá, também se passou aqui em termos de aceleração e agilidade da transformação das empresas. Todas (ou quase todas) em modo de sobrevivência suportados por altas doses de resiliência. Do shift to online até a mudança do comportamento do consumidor e a discussão tem sido o que fica e o que vai embora com a vacina.

Muitas das reflexões que temos feito aqui em nosso país também são feitas por lá porém com altas doses de tecnologia empregada.

E é justamente nesse fator “tecnologia” que vem uma das reflexões mais interessantes que vimos por lá. Na sessão com a Indra Nooyi ex CEO da Pepsico, ela fala sobre o quanto esse período enclausurados nos deu a perspectiva do quanto a tecnologia é importante, mas que ela nunca vai substituir o que temos de mais único na nossa existência. A humanidade.

As pessoas passaram sim muito tempo enclausuradas em seus “casulos” como ela disse, mas estão desesperadas para ter novamente interação. Para ver os sorrisos, abraçar, e até mesmo sentir o frescor de uma fruta na prateleira do supermercado e poder escolher, tocar, sentir.

E que a fica muito claro que a tecnologia pode dar o que é técnico, o que é habilidade obtida por meio de estudo, prática e tudo que podemos chamar de hard skills. Mas a mágica acontece quando conseguimos nos desenvolver enquanto seres humanos, como nos tornamos pessoas melhores e isso só se consegue por meio da interação, socialização, e amadurecimento emocional. E isso não acontece de outra forma que não seja com a vida fora do casulo.

E essa reflexão vem ao mesmo tempo que empresas como Verizon – gigante americana das telecomunicações – tem um índice extraordinário de atendimentos pré-agendados, como sinal de que as pessoas querem usar seus tempos da melhor forma possível e querem se programar para isso. O nível de prontidão que exigem das empresas passa a ser bastante alto, afinal, a vida está acontecendo “la fora” e é preciso enxergar valor no tempo investido no relacionamento e na compra dos produtos e serviços das empresas.

O fator “vida” passou a ser ainda mais valioso para o consumidor. Não porque antes ele não era, mas era algo que se tomava por garantido. Algo que simplesmente existia. Agora, que a vida nos foi privada de tantas e variadas formas, é natural que a exigência de como as empresas vão usar e gerar valor com o tempo de vida que o consumidor está investindo no relacionamento com as marcas, deve fazer com que a barra da expectativa seja elevada.

No final das contas a tecnologia nos dá mais tempo, e nos devolve a possibilidade de aprimorar nossa habilidades sociais. Nos ajuda a podermos ser melhores no que temos de mais únicos – nossa humanidade.

Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo BITTENCOURT

Quer acompanhar a cobertura do evento em tempo real? Acesse os stories do Grupo BITTENCOURT @grupobittencourt

DIGITALIZAÇÃO DO VAREJO: OMNI E O NOVO PAPEL DAS LOJAS

Muito tem se falado sobre digitalização dos negócios, transformação digital e integração de canais. Mas o que poucos falam é do quanto esse processo demanda da companhia e de todos que estão envolvidos nesse processo que não pode ser apenas um projeto, mas uma mudança estrutural da empresa.

Uma coisa é certa, não se trata mais de uma escolha que a empresa tem que fazer, mas uma obrigação de responder a uma escolha que o consumidor já fez. A forma dele comprar será sempre aquela que entregue mais conveniência, mais valor e melhor experiência. E isso muda tudo.

Muda tudo porque essa transformação estrutural na forma de comprar pode representar um aumento significativo nas vendas. E um dos principais motivos é o entendimento completo da experiência do consumidor.

Mas voltando às mudanças estruturais, uma delas é que o projeto de transformação digital tem que ser pauta de todas as áreas da empresa – o que por si só já é um desafio. Afinal, não se trata apenas de vender online, mas de vender. E ponto. E isso é o interesse de todos.

O envolvimento das áreas

Desde o marketing que precisa sair da esfera apenas promocional e de geração de tráfego para o e-commerce e passar a criar efetivamente estratégias de O2O – online to offline – e, com isso, gerar também fluxo para as lojas; passando pelo financeiro que deve pensar em novos meios e condições de pagamento; até a área de logística que precisa otimizar seus processos para uma entrega cada vez mais rápida (o que impacta diretamente nas vendas). Todas as áreas podem contribuir. Se depender apenas de uma diretoria de e-commerce, a força para fazer a transformação fica muito limitada à atuação do canal sem acionar o todo.

As oportunidades de diversificar a atuação

O omni traz uma capacidade ampliada de entendimento e possibilidades de atuação da marca – os dados gerados vêm das diversas integrações que são feitas e que se traduzem em oportunidades.

Desde ajustar mix de produtos nas lojas físicas de acordo com os produtos de maior destaque em cada região até criar novas formas de atender o consumidor – como o ship from store que trata as lojas como mini centros de distribuição, ou ainda, como pontos de retirada de produtos (estratégia que atende a uma necessidade do consumidor de não pagar o frete e que possibilita vendas adicionais) e também a criação de lojas menores que servem como guide-shops – onde o cliente escolhe na loja, mas entrega é feita no local de sua conveniência – o que diminui a ruptura do estoque afinal, no online a “prateleira é infinita”.

A recorrência

O cliente que é atraído para comprar no online e faz a opção de retirar na loja física se tiver uma entrega de experiência de compra excepcional, acaba por ter maior probabilidade de ter uma maior frequência de compra em relação àqueles que experimentam apenas um canal. E o efeito disso, é que o custo de aquisição de clientes diminui – a proximidade com o cliente acaba significando também economia para a companhia.

O timing das coisas

E, por fim, a urgência de ser feito não pode passar por cima da necessidade de uma transformação cultural completa que tem que acompanhar esse processo – e isso leva tempo. Não adianta a empresa ter a pressa de fazer acontecer a integração completa em poucas semanas e incorrer no risco de o processo falhar. Muitas vezes é necessário toda uma “evangelização” da companhia para que ela conheça a complexidade do processo como um todo e que não se tome o caminho mais fácil ou o mais conveniente. E sim, aquele que vai trazer ganhos operacionais, e certamente, mais vendas!

Por inteligência de mercado Grupo BITTENCOURT inspirado no Painel DIGITALIZAÇÃO DO VAREJO: OMNI E O NOVO PAPEL DAS LOJAS exibido no BConnected com a participação de Jean Carlo Klaumann, VP Digital e Omni Commerce da Linx, Tiago Pessoa de Mello, CEO na DWZ, Gustavo Avelar, Partner na Domus Digital e João Brito, diretor de clientes e mercado do Grupo BITTENCOURT.

Quer conhecer mais dos serviços do Grupo BITTENCOURT que podem te ajudar na transformação digital do seu negócio?

Muito se fala sobre a jornada do consumidor, sobre as mudanças em seu comportamento e sobre o quanto esse ser mutante tem causado uma movimentação grande das empresas para reaprenderem a lidar com ele.

Mas chega-se o momento de perguntar sobre a jornada das empresas. Passado o caos inicial causado pela pandemia, é hora de “reiniciar o sistema”, começar a pensar nos planos para o futuro. E é por isso que te pergunto: em que jornada sua empresa está?

Jornada para a retomada e aceleração do crescimento: Essa jornada passa pelo repensar. Repensar canais e estratégia de vendas, criar novos conceitos de negócios, rever os formatos e focar nos que trazem mais resultado, olhar para o mercado e estudar novas abordagens para o negócio e, por que não, fazer uma revisão completa da estratégia, do conceito do negócio, do propósito da empresa, cultura além do realinhamento dos papéis e competências das lideranças.

Jornada para a Expansão: Ganhar mercado enquanto muitos estão recuando. Algumas empresas adotaram essa estratégia na crise e conseguiram expandir. E essa é a evolução natural de um negócio que prospera em seu mercado. As possibilidades são muitas e a definição da estratégia ideal é um processo que varia de negócio para negócio. Em muitos casos, o processo de expansão via franquias acaba sendo a solução ideal. O franchising tem sido cada vez mais adotado pelos mais diversos segmentos e indústrias para crescer de forma segura para a marca.

Jornada para a Transformação Digital: Se o momento da sua empresa é o de focar no ganho de eficiência operacional, alcançar novos mercados e consumidores, e ainda, melhorar os resultados – essa jornada passa necessariamente pela inserção de tecnologia no negócio como uma aliada importante nesse processo de transformação. E o momento é mais do que oportuno, já que a tecnologia entrou de vez na jornada do consumidor, agora é a hora dela fazer parte do seu negócio. Desde a inserção de novas formas de vender até uma integração completa dos canais, se essa jornada não faz parte da sua estratégia saiba que você já está atrasado.

Jornada para a excelência e sustentação da estratégia:  Uma gestão eficaz com foco em performance e principalmente nas pessoas da organização acaba por promover também o engajamento da empresa como um todo para o atingimento dos objetivos do negócio. E o foco no redesenho da cultura, na difusão clara do propósito da companhia como norte para a tomada das decisões fazem com que a sustentação a estratégia seja um processo mais fluido e sem atritos.

Seja qual for a jornada que você escolher para o ano que vem, e qual o objetivo estratégico do seu negócio, 2021 ainda é uma incógnita. Então cabe se preparar e focar nos objetivos que se quer atingir. 2020 foi um teste e tanto de resiliência, então agora que você já sabe o que pode suportar na adversidade, foque em executar a estratégia – os percalços que podem surgir não irão te abalar.

É a hora e o momento de seguir em frente. E se precisar de apoio, fale com o Grupo BITTENCOURT. Estamos prontos para mostrar os caminhos para as jornadas que sua empresa deseja perseguir no próximo ano.

Lyana Bittencourt é diretora-executiva do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada em desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

O setor de franquias está em uma posição invejável para aproveitar os benefícios de um varejo mais digital, eficiente e assertivo.

Por Jean Klaumann, vice-presidente da Linx Digital.

Sem dúvidas 2020 pode ser considerado como o ano em que o varejo brasileiro abraçou de vez a transformação digital. Questões como o uso das redes sociais e de aplicativos de mensagem para comunicação com o cliente, ou mesmo a criação de um ecommerce, deixaram de ser opcionais para ganhar urgência durante a pandemia. Se em 2019 pela primeira vez a maioria das 300 maiores do varejo passou a estar online, desde março vimos, literalmente, o setor avançar anos em questão de meses.

A digitalização forçada do varejo em meio à crise do Covid-19 tem criado grandes oportunidades para as empresas. O desenvolvimento de uma cultura digital e o uso mais intenso dos dados dos clientes para entender comportamentos e direcionar os negócios trazem um novo grau de assertividade para o setor. Em vez do feeling, informações precisas. Em vez de suposições, mais certezas. Como resultado, mais produtividade e eficiência.

O setor de franchising está em uma posição invejável para aproveitar esta nova fase do varejo. Afinal, as empresas do setor se espalham por todo o país, com marcas protagonistas, processos bem estabelecidos e a capilaridade para compor o mix omnichannel com perfeição. Lojas que se tornam hubs de distribuição melhoram a logística, ao mesmo tempo em que mantêm o calor humano tão desejado.

Segundo o estudo Experience is Everything, realizado pela consultoria PwC, 60% dos consumidores afirmam que o uso de tecnologia para melhorar a experiência de compra tem diminuído o contato com o “lado humano” do negócio. Metade dos entrevistados, porém, não acredita que experiências digitais irão eliminar a necessidade de interação com as pessoas e a existência das lojas físicas.

De todos os países que participaram do estudo, o Brasil é o que dá mais importância à humanização nas decisões de compra e na experiência do cliente. Para a maioria dos consumidores, o atendimento pessoal tem um papel relevante na criação dessa relação.

Isso dá ao franchising a condição de oferecer o tipo de relacionamento que o cliente deseja. Os consumidores não querem lojas físicas altamente tecnológicas e muito frias. O que eles querem é aliar o melhor do digital (a eficiência, a conveniência e a velocidade) ao melhor do físico (a excelência do atendimento e o calor humano da equipe de vendas). Eles esperam que o franqueado coloque seu estoque à disposição do cliente no online, seja para ship from store, seja para o “clique e retire”. E também desejam que serviços como troca e devolução aconteçam em qualquer lugar.

A transformação dos negócios exige que as franquias se tornem omnichannel, para que os consumidores percorram a jornada de compras como desejarem a qualquer momento. Além disso, franquias digitalizadas geram mais insights para os gestores e permitem desenvolver novas formas de relacionamento e modelos de negócios cada vez mais inovadores. Os ganhos estratégicos também se traduzem no menor custo de aquisição de clientes, na elevação da frequência de compras, no aumento da fidelidade e na redução do custo de atendimento.

 

É por isso que o franchising está na melhor posição para aproveitar os benefícios de ser mais digital, assertivo e relevante para os consumidores.

Essa tríade é o que resume uma empresa de sucesso e com crescimento consistente para os próximos anos. E eu vou te explicar o porquê. Ela traduz de forma clara o que é necessário para tornar a empresa um ecossistema vivo e capaz de atender às demandas do consumidor e responder às suas necessidades cada vez mais mutáveis.

Afinal, as empresas continuam dependendo de consumidores, mas esses dependem cada vez menos de uma única empresa – eles buscam mais. Mais pelo seu investimento, mais pelo seu tempo, mais pela confiança, mais relevância!

Ao longo do tempo, temos percebido algumas características que fazem com que as empresas alcancem essa relevância e entreguem esse algo a mais.

Uma delas é a capacidade de identificar e selecionar novos modelos de negócios e pensar em novas áreas de desenvolvimento que muitas vezes alcançam um potencial de serem ainda maiores do que o negócio original. E essa busca pelo novo nunca cessa. Mesmo quando o plano atual está em plena execução – e dando certo –, é a hora de pensar no próximo passo a ser dado.

A segunda é a capacidade de unir forças de estabelecer relacionamentos colaborativos com parceiros estratégicos que dividem a mesma visão e permitem a ampliação do range de atuação de ambos. Ao expor suas expertises, multiplica-se o conhecimento e a inteligência para o negócio.

Há também de se cuidar de não deixar o cliente fugir do centro de todas as decisões. Parece conversa de muitos anos atrás, mas isso nunca foi tão real. Pensar no desenvolvimento de produtos e serviços para suprir necessidades existentes e aquelas ainda incipientes. É achar o timing ideal entre desenvolver e levar ao mercado, cuidando de não se perder todo o aprendizado que ocorre entre uma coisa e outra.

Ao adotar uma mentalidade centrada no cliente que inspire diferentes comportamentos e maneiras de atuar, a companhia passa, então, a ganhar relevância – a ser mais importante na vida do consumidor, pois passa a oferecer consistência, experiência personalizada e confiável e, mais do nunca, acolhimento.

A cultura como ativo. Temos trabalhado a cultura das empresas já há alguns anos como ativo a favor da transformação que se deseja ver nos negócios. Chegamos a fazer um evento todo focado nesse tema e o trabalhamos continuamente nas empresas. E ele é – apesar de não ser novo – também altamente relevante. Pensar a cultura como agente de transformação pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de qualquer iniciativa.

E é nesse contexto que convidamos você a buscar a força que vai levar as empresas a se manterem em movimento daqui para frente. Ressignificar o que passou e, de forma sistemática, buscar retomar o crescimento de forma consistente.

Se quiser bons exemplos, veja o que redes como Burger King, Chilli Beans, Magalu, Hering, AmPm, Reserva e tantas outras têm para nos ensinar.

Redes com personalidade e cultura fortes, que fundamentam seus processos de inovação na percepção do coletivo, na entrega de um propósito claro, na integração do diferente, na busca de novas competências e habilidades que vão além do seu ambiente tradicional de negócios. E, além disso tudo, tem o mindset ágil, inquieto.

Claudia Bittencourt é sócia fundadora e presidente do Conselho Consultivo do Grupo BITTENCOURT consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

Chega de falar de pandemia, de sobrevivência. É hora de buscar a força que vai levar as empresas a se manterem em movimento daqui para a frente. Está na hora de ressignificar o que passou e, de forma sistemática, buscar retomar o crescimento de forma consistente.

As empresas não podem mais confiar nos mesmos métodos que usavam antes para atrair e reter clientes. Afinal, o próprio significado de reter não serve mais para os dias atuais. O cliente precisa querer ficar.

Ao adotar uma mentalidade centrada no cliente que inspire diferentes comportamentos e maneiras de atuar, a companhia passa, então, a ganhar relevância – a ser mais importante na vida do consumidor, pois passa a oferecer consistência, experiência personalizada e confiável e, mais do nunca, acolhimento.

E uma pergunta que pode ficar é: como conseguir ser relevante e manter crescimento sustentável em um momento de disrupções (e crises) sem precedentes?

A resposta pode ser dada com base em exemplos vivos do nosso setor. Redes como Burger King, Chilli Beans, Magalu, Hering, AmPm, Reserva e outras que tanto têm para nos ensinar sobre como manter o negócio vivo e em constante adaptação à evolução das necessidades de seus clientes e às condições de mercado, com rapidez e escala, alcançando, enfim, a relevância total.

Redes com personalidade e cultura fortes, que fundamentam seus processos de inovação na percepção do coletivo, na entrega de um propósito claro, na integração do diferente, na busca de novas competências e habilidades que vão além do seu ambiente tradicional de negócios. E, além disso tudo, têm o mindset ágil, inquieto. Afinal, permanecer imóvel pode ser extremamente caro.

Lyana Bittencourt é diretora-executiva do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada em desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

A Filosofia slow que alguns seguidores e escritores definem como o “ato de usar o tempo sabiamente e fazer tudo no ritmo certo” começou a ganhar vários adeptos em diferentes áreas inclusive no mundo corporativo,  porém num  ritmo slow, ou seja, aos poucos, em contradição à  realidade que nos apresenta onde  tudo e todos estão sendo  atropelados pela evolução da  tecnologia onde agilidade é a palavra do momento. No mundo corporativo até há poucos meses, havia a sensação de que o movimento slow, como foi chamado,  estava  mais para  discurso de ativistas do que uma prática  de fato.

Não imaginava o idealizador do movimento que viria uma pandemia e que a humanidade poderia, de repente,  descobrir fazer sentido olhar o mundo não no modo  fast mas no modo slow.

No  primeiro momento o caos instalado,  as pessoas forçadas pela quarentena, em casa, onde literalmente ficou tudo muito junto e misturado, os afazeres domésticos com as   atividades profissionais e educacionais, e todos se dividindo como podiam, para não deixar de atender ninguém, nem o patrão, nem o filho, a esposa, o marido, uma verdadeira orquestra com mais de um maestro e vários instrumentos desafinados. Situação jamais imaginada.

Além do medo, pairava  a  sensação e a ilusão de que seria por pouco tempo e que logo as coisas voltariam ao normal. O tempo foi passando e a realidade que se apresentava era mais cruel e transcorria  no seu ritmo  e na sua velocidade,  desafiando as maiores autoridades e institutos ligados a medicina no mundo  e  que  nenhuma tecnologia foi capaz resolver.

Apesar do efeito devastador causado pela COVID-19, o prolongamento de sua permanência  foi causando nas pessoas o sentimento slow, aquele sentimento que quase fala, que quase salta  do peito das pessoas: Calma, relaxa! Não há o que você possa  fazer, além de cuidar de si  e do outro, um dia de cada vez. Sim, no meio de tudo isso, começamos a vivenciar o mundo, a filosofia e o movimento slow, com  a oportunidade de avaliar o efeito de tudo, juntos, em todos os sentidos e em todos os níveis e meios.

Os empresários começaram a enxergar  outras perspectivas, sentiram  a solidariedade e o amor daqueles que  fazem o seu negócio funcionar e aumentaram a preocupação e os cuidados com eles; Os pais na convivência com os filhos passaram a experimentar o quanto é prazeroso  ver o desenvolvimento das crianças e o quanto estão aprendendo com elas.   

A necessidade de equilibrar tudo, de valorizar o que não era valorizado, de enxergar o que não era visto, de preservar o que não era preservado, de amar o desconhecido, de  doar mais e receber menos, e, de se apegar a algo superior, ao Pai, aflorou. Entramos todos no mesmo barco, sem distinção de raça, classe social, poder e o que mais possa distinguir um ser humano do outro, e estamos atravessando as ondas e tormentas com poucos equipamentos, mas com muita esperança  de que juntos  chegaremos do outro lado,  experimentando todas as sensações possíveis, o calor do sol, a brisa do anoitecer, o cantar das gaivotas, o balanço das ondas e o aperto no coração de cada um.

 Em 2004  o autor  Carl Honoré escreveu o livro, In Praise of Slow, traduzido para português  sob o título “Devagar”,  onde cita  como a filosofia Slow pode ser aplicada em todos os campos da atuação humana,  Honoré descreve o Slow Movement assim:

“É uma revolução cultural contra a noção de que mais rápido é sempre melhor. A filosofia Slow não é fazer tudo a um ritmo de caracol. Trata-se de tentar fazer tudo à velocidade certa. Saboreando as horas e minutos em vez de apenas contá-los. Fazendo tudo o que for possível, em vez de ser o mais rápido possível. É sobre ter qualidade em detrimento da quantidade em tudo, desde o trabalho até a comida e a criação dos filhos”.

Bemvindos ao Movimento Slow acelerado pela pandemia.

Ultimamente temos sido procurados para dizer sobre o que o setor de franquias pode esperar no pós pandemia e, mais especificamente, como o fato da pandemia ter atingido estados e municípios de forma distinta podem impactar na gestão da marca e na consistência da experiência que ela proporciona.

O que vai ser perpetuado no futuro ainda é uma incógnita. O que sabemos de fato é que as marcas vão precisar ganhar novamente a confiança do consumidor nessa retomada. Fazê-lo se sentir confortável e seguro em visitar o ponto de venda, mesmo com o risco de contaminação e com as restrições impostas. Não há como dizer que a experiência de compra não foi prejudicada, isso de fato aconteceu.

Mas é o contato mais próximo da franqueadora com a realidade de cada região/mercado que vai apoiar as decisões no pós pandemia.

É inegável que houve nos últimos meses uma aproximação maior da franqueadora com a realidade de cada franqueado. Foi aberto um canal de diálogo que se ainda não existia, passou a existir ou foi fortalecido.

Na retomada dos negócios esse canal ainda tem que servir para a construção de soluções conjuntas para a retomada. O franqueado passando as exigências locais e a forma que o consumidor tem recebido as adaptações, e a franqueadora orientando quanto à forma de atender a essas adaptações e ainda proporcionar uma boa experiência de compra para o consumidor.

Com os diferentes estágios da pandemia em cada região e com as diferentes decisões de cada estado, esse canal aberto tem que ser ainda mais eficaz para a definição em conjunto da melhor estratégia.

O fato de uma região exigir mais cuidado que outras não muda o fato do franqueado ter que seguir os padrões de uso da marca e de respeitar as diretrizes estabelecidas em contrato, é apenas uma adaptação na forma de atender e se relacionar com o cliente. E isso, tem que ser construído em conjunto.

O que vemos é uma tendência de que as regras de flexibilização do comércio só sejam definitivamente relaxadas para os patamares do cenário antes da pandemia quando houver de fato uma vacina e as pessoas puderem ser imunizadas. A experiência de compra plena agora passa também pelos cuidados com a saúde e novas formas de se relacionar com o ponto de venda. É uma adaptação necessária tanto para as marcas quanto para os consumidores. Se vai ser perene ou não, o tempo irá dizer.

E nesse processo distinto de retomada o fato de que a identidade da marca ter que ser preservada, não muda. Nos processos que são mais individuais de cada região o papel do consultor de campo passa a ser ainda mais fundamental, mesmo que à distância. É ele o elo que vai apoiar o franqueado no ajuste de sua operação e nos cuidados que devem ser mantidos para que o consumidor ainda se sinta acolhido e preservado nessa retomada e ainda pela preservação da marca nesse processo.

A gestão com o apoio de consultores bem preparados e treinados, suportados por tecnologias que permitam a visualização do ponto físico em operação e os números,  passa a ser ainda mais importante, porque no caso de quebra dos protocolos de segurança em alguns estados também há aplicação de multas severas que podem prejudicar ainda mais o negócio que está buscando a recuperação.