Grupo Bittencourt
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A integração da Inteligência Artificial (IA) no franchising está abrindo novos horizontes e tem potencial para transformar o setor de uma forma como nunca se viu antes. Com a sua capacidade de otimizar processos, analisar grandes volumes de dados e melhorar a experiência do cliente, a IA está se tornando uma ferramenta indispensável para franqueadores e franqueados que desejam deixar seus negócios mais inteligentes.

A IA no Franchising: Vantagem Competitiva e Inovação

Em um mundo cada vez mais digital, quem já começou a adotar a IA chega na frente. Com uma grande vantagem competitiva e se posicionando à frente da concorrência. Automação de operações, comunicação eficaz, gestão eficiente de estoques e análise aprofundada de feedbacks dos clientes são apenas algumas das suas possibilidades. Essas melhorias não só aumentam a eficiência operacional mas também ajudam na personalização de produtos e serviços, atendendo melhor às necessidades e expectativas dos clientes. Um exemplo que sempre gosto de mencionar é o caso do Boticário que em 2019 já estudava suas primeiras fragrâncias geradas por meio de inteligência artificial. Um olhar além do óbvio para as empresas na época.

Transformação no Marketing e Atendimento ao Cliente

Além disso, a IA está revolucionando o marketing dentro do franchising (e fora dele). Com análises preditivas e conteúdos personalizados, as marcas podem criar experiências mais significativas para os clientes, fortalecendo a lealdade e o engajamento. Este nível de personalização era um desafio a ser atingido antes da era da IA. Imagine criar suas embalagens por meio de um briefing muito bem definido, obtendo uma resposta rápida, única e precisa? É isso que redes como a Nutty Bavarian já começam a testar usando plataformas amplamente disponíveis e de baixo investimento como o Midjourney.

Aprimoramento na Seleção e Treinamento de Franqueados

A seleção e o treinamento de franqueados também estão sendo aprimorados com o uso de tecnologias baseadas em IA. A triagem automatizada de candidatos e programas de treinamento adaptados asseguram que os franqueados sejam qualificados e estejam bem amparados em conhecimento sobre o negócio e com isso preparados para representar a marca e alcançar seus objetivos.

Melhoria da Experiência do Cliente com IA

Além desses benefícios, a Inteligência Artificial também oferece oportunidades únicas para melhorar a experiência do cliente no franchising. Com o uso de chatbots e assistentes virtuais, as franquias podem proporcionar um atendimento ao cliente mais rápido e eficiente, disponível 24 horas por dia. Essas ferramentas de IA podem lidar com consultas frequentes, liberando os funcionários para se concentrarem em tarefas mais complexas e no atendimento personalizado. Além disso, a análise de dados conduzida por IA pode ajudar as franquias a entenderem melhor as preferências e comportamentos dos clientes, permitindo que ofereçam promoções e produtos mais alinhados com os desejos dos consumidores.

O padrão de atendimento também é beneficiado. O tom de voz da marca e sua forma de se posicionar no mercado deixam de ser apenas algo escrito nos manuais de franquia e expostos em treinamentos, mas também de fato replicados por ferramentas que não sofrem os vieses e interferências de repertórios ou características pessoais. E já que falamos em manuais das franquias, o acesso à informação pode ser otimizado com a inteligência artificial. O franqueado pode solucionar dúvidas apenas perguntando às plataformas de I.A que foram previamente treinadas com os processos e padrões da marca.

Desafios e Oportunidades na Implementação da IA

No entanto, a implementação da IA no franchising traz seus próprios desafios, como a precisão dos dados, questões éticas e a necessidade de integração com sistemas existentes. Estes desafios precisam ser abordados cuidadosamente para garantir que os benefícios da IA sejam totalmente realizados.

A IA no Franchising: Entre o Entusiasmo e o Ceticismo

Empresas entusiasmadas com a IA estão adotando rapidamente a tecnologia, já sentindo os resultados práticos dessa implementação. Assim, ganham em competitividade e diferenciação, aprendendo e realizando tarefas de maneira mais rápida e eficiente. Esse grupo vê a IA como uma alavanca para inovação e crescimento.

Por outro lado, existem empresas mais céticas quanto à IA, adotando a tecnologia de forma mais lenta e correndo o risco de ficar para trás. Para estas, a dependência de métodos tradicionais pode limitar seu crescimento e inovação no mercado competitivo atual.       

A IA como Força Transformadora no Franchising

Em resumo, a Inteligência Artificial está redefinindo o franchising, trazendo novas oportunidades para inovação e melhoria contínua. Franquias que abraçam a IA estão se posicionando para sucesso em um mercado dinâmico e em constante mudança. A adoção da IA não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para se manter relevante e competitivo no cenário empresarial moderno.

Lyana Bittencourt

CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada em desenvolvimento, expansão e gestão de redes de negócios e franquias (www.grupobittencourt.com)

Se você deseja expandir seu negócios com modelos inovadores e formatos que geram resultado, conte com o Grupo BITTENCOURT nessa jornada.

No competitivo mundo do franchising, o mercado de franquias destaca-se na economia global, proporcionando expansão segura e unificada sob uma mesma marca. Apesar de suas vantagens, o modelo de franchising enfrenta desafios significativos, com o plano de sucessão do franqueado sendo um dos mais sensíveis.

Entendendo a Sucessão no Franchising

Sucessões ocorrem por variados motivos, como desistência, aposentadoria ou falecimento. No contexto do franchising, a escolha de um franqueado adequado é um processo minucioso e pessoal. Uma mudança no operador da franquia pode impactar fortemente a continuidade e o legado em franquias. Por isso, estabelecer um plano de sucessão eficaz é crucial para o crescimento sustentável da marca a longo prazo.

Mais do que Substituição: Governança e Mitigação de Riscos

Um plano de sucessão vai além da substituição de lideranças; é um elemento chave na governança e na mitigação de riscos. Transições inesperadas podem desestabilizar unidades rentáveis, por isso um plano bem estruturado é fundamental para transições suaves, mantendo a eficiência operacional.

Primeiros Passos para a Sucessão Eficaz

O planejamento começa com a reavaliação do perfil do franqueado. À medida que o negócio evolui, novas competências podem ser necessárias. A identificação de sucessores potenciais deve considerar não apenas a família, mas também a equipe gerencial, valorizando aqueles que compreendem profundamente os valores e operações da franquia.

A Transmissão de Conhecimento e Cultura de Marca

Transmitir conhecimentos e habilidades operacionais é essencial nos planos de sucessão. Estratégias devem incluir treinamentos, desenvolvimento de capacidades, avaliações de desempenho e a documentação de processos. A manutenção da cultura da marca durante a transição é crucial para preservar a identidade e o DNA da franquia.

Aspectos Financeiros e Legais na Sucessão

Considerações financeiras e legais são vitais. O plano deve abordar a transferência de propriedade, acordos de franquia e questões fiscais e legais para assegurar uma transição tranquila e conforme as normas vigentes.

Conclusão: Protegendo o Legado e Fortalecendo o Franchising

A ausência de um plano de sucessão bem estruturado pode resultar em transições tumultuadas, prejudicando a marca e o desempenho das franquias. Franqueadores devem implementar estratégias de sucessão para proteger e perpetuar seu legado, inspirando confiança em potenciais franqueados e investidores, fortalecendo assim o mercado de franchising.

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No dinâmico mundo do franchising, a chave para o sucesso não está apenas na escolha da marca certa ou na localização ideal; reside, de forma mais profunda, na capacidade de unir rentabilidade, inovação e práticas éticas. Esta abordagem intencional é o que define os líderes de mercado, distinguindo-os em um setor cada vez mais competitivo.

Os Princípios da Rentabilidade no Franchising

Depois de muitos anos atuando no mercado, posso afirmar que o sucesso de uma franquia começa com o foco na rentabilidade dos franqueados. Mais do que apenas aumentar as vendas, é crucial melhorar as margens. Quando os franqueados prosperam financeiramente, a saúde financeira da rede de franquias como um todo é fortalecida, criando um ciclo virtuoso de crescimento e satisfação.

Este foco na lucratividade deve ser equilibrado com estratégias de vendas inteligentes. Não basta apenas vender mais; é importante vender melhor. Isso significa enfatizar produtos e serviços com maiores margens de lucro, o que pode melhorar significativamente a receita sem aumentar proporcionalmente os custos. Essa abordagem estratégica não só aumenta a eficiência, mas também assegura uma base mais sólida para o crescimento sustentável.

Inovação como Motor de Crescimento

A inovação no mundo do franchising é a resposta para uma série de desafios, como por exemplo, as rápidas mudanças no mercado. Para superar esses obstáculos, a inovação é chave. Seja na atualização de processos, na introdução de novos produtos ou na remodelagem das estratégias de marketing, a capacidade de se adaptar e evoluir é fundamental. Essa flexibilidade não apenas ajuda a enfrentar os desafios atuais, mas também prepara a franquia para responder de forma ágil a futuras mudanças no mercado.

Comunicação e Transparência nas relações franqueado – franqueador

A essência de um franchising bem-sucedido também reside em uma comunicação eficaz e transparente entre franqueadores e franqueados. Construir relações fortes e confiáveis é vital. Uma comunicação aberta garante que todos os envolvidos estejam alinhados com os objetivos da franquia, criando um ambiente de negócios coeso e cooperativo. Isso inclui não apenas compartilhar informações e decisões, mas também estar aberto a feedback e ideias, cultivando um senso de pertencimento e parceria.

Ética e Sustentabilidade: Pilares do Franchising Moderno

Além disso, observar cuidadosamente as práticas de ESG é fundamental no cenário empresarial atual. Isso vai além de cuidar da conformidade com aspectos legais e éticos – esses não são os únicos pilares para sustentar a integridade e a reputação de uma franquia. Isso implica não apenas em gerir os negócios de forma ética e aderir a todas as regulamentações legais, mas também em demonstrar responsabilidade ambiental, social e de governança. Uma abordagem que respeita o meio ambiente, valoriza as questões sociais e adota uma governança corporativa sólida não só fortalece a confiança entre franqueadores, franqueados e clientes, mas também cria diferenciais competitivos sólidos. Estas práticas de ESG, quando bem implementadas, promovem a sustentabilidade a longo prazo e um legado positivo no mundo dos negócios e de fato constroem a possibilidade de um franchising mais consciente.

Construindo um Legado Positivo no Mundo dos Negócios

Em resumo, o sucesso no franchising é uma combinação complexa de foco na rentabilidade, estratégias de vendas inteligentes, inovação contínua, comunicação eficaz, relações saudáveis entre franqueado e franqueador e adesão a práticas éticas e sustentáveis. Quando esses elementos são integrados harmoniosamente, o resultado é uma franquia não apenas bem-sucedida, mas também respeitada e sustentável no mercado competitivo de hoje.

Lyana Bittencourt CEO do Grupo BITTENCOURT

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A Black Friday é conhecida pelas ofertas atraentes no mês de novembro, abrangendo uma ampla gama de produtos e serviços do varejo. Tenho observado que o movimento vem ganhando espaço também no mercado de franquias, abrindo portas para aqueles que estão buscando uma oportunidade de iniciar o seu próprio negócio.

E não à toa os olhos dos empreendedores brilham sobre o tema, já que o franchising se mostra um setor consolidado e promissor para investir conforme revelam os dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising). Segundo a associação, o segmento apresentou um faturamento de R$ 105,1 bilhões no primeiro semestre de 2023, um crescimento de 15% em comparação com o mesmo período do ano passado. Mas quem visa aproveitar descontos em taxas para abrir franquias neste período, precisa se atentar a fatores cruciais, para não se arrepender depois.

Primeiramente, é essencial pesquisar em profundidade a franquia desejada. Descontos nas taxas podem ser tentadores, mas não devem ser motivo para apressar a tomada de decisão. Avaliar a reputação da empresa, seu histórico e a satisfação de franqueados atuais e anteriores é um passo fundamental. Isso inclui verificar também há quanto tempo os franqueados estão com a franquia e, se possível, conversar diretamente com eles para entender quais seus pontos de satisfação e insatisfação em relação ao negócio.

Além disso, é crucial alinhar expectativas e o suporte oferecido pelo franqueador, e que envolve treinamento, manuais e outros recursos essenciais, especialmente para novos empreendedores, evitando, assim, surpresas futuras e consequentemente, possíveis arrependimentos. 

Quando se trata de escolher a franquia mais adequada ao perfil do candidato, aconselho uma autoavaliação cuidadosa. Entender seus próprios interesses, habilidades, experiência e metas, são fatores determinantes para o sucesso do negócio. A escolha de uma franquia deve estar alinhada com esses aspectos para aumentar as chances de satisfação e bons resultados. Além disso, é essencial considerar a adequação do modelo de negócio ao estilo de vida e metas de longo prazo do empreendedor, bem como a adequação da franquia ao mercado local.

Outro aspecto vital é a leitura atenta da COF (Circular de Oferta de Franquia). O documento contém informações cruciais sobre a franquia, como taxas, obrigações do franqueado e do franqueador, e o histórico legal. Então, entender todos os termos da COF antes de se comprometer é um passo que não pode ser negligenciado de forma alguma. Consultar um advogado especializado em franquias antes de assinar o contrato é outra recomendação. O advogado ajudará o candidato à franquia a revisar todos os documentos e irá aconselhá-lo sobre possíveis riscos.

A sustentabilidade do modelo de negócio da franquia é outro item a ser observado. Para isso, uma análise detalhada, contendo a projeção financeira, sempre deve ser realizada. Este estudo deve considerar o investimento inicial com o desconto, os custos operacionais, os royalties, a previsão de receitas, o prazo de retorno do investimento e o ponto de equilíbrio financeiro – o que permite uma análise mais cuidadosa da viabilidade dos números e a real possibilidade de alcançá-los. 

Enfim, no que diz respeito às condições especiais oferecidas durante a Black Friday, é primordial que o empresário não se deixe levar apenas pelas promoções. Uma decisão bem embasada e segura ao investir em uma franquia requer um olhar crítico e um exame aprofundado, independentemente de ofertas tentadoras. 

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT

Consultoria especializada no desenvolvimento, expansão e gestão de redes de negócios e franquias. 

www.grupobittencourt.com

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Nos últimos anos, tenho observado uma tendência crescente entre as grandes empresas, a abertura de seus próprios fundos de capital de risco, os chamados CVC (Corporate Venture Capital), para investir em novas tecnologias e, assim, criar seus próprios ecossistemas de inovação.

Mas quais são as motivações para uma empresa já estabelecida, sustentável, criar fundos de investimentos proprietários?

Quando um fundo de investimento próprio investe em startups, projetos inovadores ou tecnologias emergentes, ele tem acesso às inovações emergentes e principalmente, àquelas que mais têm potencial e sinergia com o negócio principal. Ou seja, investir em startups e tecnologias emergentes permite que a empresa esteja na vanguarda da inovação, incorporando rapidamente as novas soluções também aos seus produtos e serviços, mantendo-se relevante em um mercado em constante evolução, e saindo na frente da concorrência.

E claro, outro benefício é o retorno financeiro, afinal, a diversificação do portfólio é um fator a ser considerado, já que investir em startups pode reduzir a dependência da empresa em relação aos seus produtos ou serviços tradicionais, minimizando os riscos associados às flutuações em um único setor. Assim, se as startups nas quais a empresa investiu prosperarem, a empresa pode colher recompensas significativas, tanto em termos de lucro, quanto na valorização das suas participações. Outra vantagem é a atração de talentos. Participar ativamente de um ecossistema de inovação torna a empresa mais sedutora para profissionais que desejam fazer parte de uma organização pioneira em tecnologia, isso é fato.

E por falar em tecnologia, a inteligência artificial segue como uma tendência crescente na área de investimentos. Um bom exemplo é a Chipotle, rede de comida mexicana americana, que lançou a Cultivate Next, seu fundo de investimento para impulsionar novas tecnologias de restaurantes. Ao criar o fundo, em 2022, a intenção da Chipotle era a de se posicionar como a marca mais avançada em tecnologia dentro da sua área de atuação – ao mesmo tempo em que investia em empresas de tecnologia no estágio “Seed to Series B”. Eventos como a pandemia e a subsequente escassez de mão de obra, forçaram as grandes cadeias de foodservice a encontrar soluções tecnológicas para desafios como sistemas de checkout sem contato ou, no caso da Chipotle, fritadeiras robóticas. Foi quando ocorreu a estreia da Cultivate Next, com o foco de agilizar as operações, enfim, buscando a excelência operacional dentro da tecnologia.

Pesquisas (Technomic e Panasonic) apontam que 68% dos donos de restaurantes acreditam que seus gastos com tecnologia aumentarão nos próximos anos. E 71% dos entrevistados – formadores de opinião da área de foodservice – classificam a transformação digital como a mais importante na produtividade de suas organizações.

Esse é apenas um dos exemplos de como a criação de fundos de investimento próprios em redes de varejo ou franquias estão se tornando um componente essencial no cenário da inovação corporativa. Empresas que buscam manter sua posição competitiva e adotar uma abordagem proativa em relação à inovação estão cada vez mais explorando novas estratégias, criando ecossistemas que não apenas impulsionam seu crescimento, mas também contribuem significativamente para o avanço tecnológico em suas respectivas indústrias, gerando resultados para todas as partes envolvidas; empresa, fundo, startup e consumidor.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT

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No mundo dos negócios, ainda me surpreende o nível de evolução das empresas para o digital. A virada de chave para a inovação é parte de uma jornada desafiadora e essencial para a sustentabilidade das empresas em todo o mundo; já é o presente, o que dirá o futuro. Há a necessidade – e urgência – das empresas passarem por transformações significativas, abraçando a inovação digital.

Tecnologias disruptivas: eficiência, satisfação e lucro.

A incorporação de inteligência artificial nas operações comerciais por exemplo, é uma estratégia importante para otimizar processos e se ganhar eficiência e, principalmente, velocidade no atendimento ao cliente.

Em dados e analytics, o uso da IA aprimora as estimativas humanas, identificando erros de subavaliação ou superavaliação para a construção de cenários. É uma forma eficaz de aprimorar a precisão de relatórios e dashboards para a tomada de decisão.

A IA pode complementar o trabalho humano e permitir que as empresas atinjam níveis de produtividade anteriormente inalcançáveis, aumentando a satisfação de clientes e proporcionando crescimento.

Comunicação e dados para processos ágeis

A relevância da comunicação constante e a colaboração entre equipes são fatores determinantes para o sucesso da inclusão da IA nos processos de uma empresa. As equipes atuando juntas podem avaliar e identificar as melhores ferramentas e estratégias para o uso da tecnologia.

Olhando para o futuro

As vantagens de olhar para o futuro e antecipar as próximas mudanças têm que ser reconhecidas e adotadas. Muitas vezes, aprender com quem já fez pode ser o caminho. Buscar benchmarks e informações de iniciativas que deram certo podem ser atalhos para a adoção célere da inovação. Aprender com players de outros setores e fornecedores que compartilham as aplicações feitas e os resultados alcançados pode ser o caminho.

No geral, a mensagem que fica é que a transformação digital não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para as empresas que desejam prosperar e se perpetuar em ambientes em constantes transformações. Em meus anos no Grupo BITTENCOURT, tenho percebido evoluções interessantes nas empresas que passam a ser mais ativas quando o quesito é inovação. Existe a necessidade de investimento financeiro e inteligência humana para seguir nessa jornada, uma vez que a inovação não é apenas uma resposta aos desafios do agora, mas um processo contínuo para a busca da excelência nos negócios e, consequentemente, melhores margens e resultados.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT

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Empresários da indústria e do varejo, vocês estão acompanhando a evolução do franchising e o quanto ele tem potencializado o crescimento de negócios tradicionais?

No passado as franquias estavam associadas a fast-foods, lojas de vestuário, escolas de idiomas e serviços de beleza. O que não representa mais a realidade desse universo.

O franchising avançou muito para além dos setores convencionais, permitindo as empresas identificarem oportunidades de escalar em mercados nada óbvios, face a sua flexibilidade e aplicabilidade em modelos de negócios de qualquer segmento e porte, do mais tradicional ao mais disruptivo, o que vem demonstrando o quanto esse modelo de expansão de negócios vai continuar evoluindo.

O franchising, com vantagens já bastante conhecidas no mundo dos negócios, é o canal que responde mais prontamente às demandas de um mercado em rápida e em constante evolução. Frente a isso o franchising ganha um espaço relevante nas estratégias de expansão de grandes players do mercado.

O avanço exponencial das tecnologias vem transformando o comportamento de consumo e a forma como as pessoas se relacionam em todos os cantos do mundo. As experiências são compartilhadas em tempo real, as boas e as ruins, e quanto mais próximo as empresas estiverem de seus clientes mais rapidamente vão se adaptar para melhor atendê-los. O desafio é diário e a necessidade de se reinventar também. O franchising permite as empresas essa proximidade e flexibilidade nos modelos de negócio.

Os consumidores de agora buscam experiências personalizadas, produtos sustentáveis e conveniência digital, e o franchising tem a capacidade única de se adaptar a essas demandas, uma vez que permite desenvolver modelos ou formatos de negócios, dentro da mesma marca, ou da indústria para atender nichos específicos de mercado e diferentes perfis de clientes.

Um exemplo disso é o boom das franquias sustentáveis. A BCorp EcoStore, da Nova Zelândia, por exemplo, produz louças e produtos de limpeza com pegada ecológica: com certificações de qualidade, ambiental, cruelty free e redução de carbono, além de colecionar prêmios de sustentabilidade e de liderança em negócios sustentáveis. Os consumidores da EcoStore são incentivados a praticar o reuso das embalagens (garrafas recicláveis feitas de cana de açúcar) nos supermercados, onde foram instalados pontos estratégicos de recarga da EcoStore, reduzindo assim o desperdício de
plástico. E a empresa ainda arrecada fundos para escolas, equipes esportivas e grupos comunitários. O resultado disso? Satisfação e fidelização de clientes conscientes, o que gera aumento de lucros e possibilita a expansão dos negócios, o que já acontece na Austrália, China, Singapura, Coreia do Sul, Malásia, Taiwan e Japão.

As indústrias vêm se beneficiando e ganhando força de marca com o franchising, saindo do lugar comum e da pressão de intermediários para um atendimento mais próximo e personalizado de seu público-alvo, oferecendo em um ambiente customizado experiências e relacionamento do cliente com a marca.

O limite para o uso do franchising está na essência do conceito, usar o know how para gerar renda e mudar a vida de empreendedores, numa relação ganha/ganha, sustentada pelo propósito de atender o que o consumidor deseja, gerar resultado para os dois lados – franqueado e franqueador – e gerar uma parceria e de interdependência, para que o modelo seja aplicado com sucesso, e a futura rede se sustente ao longo do tempo.

Dá para perceber que o poder do franchising gera condições de a empresa de criar barreiras para a concorrência de forma mais rápida e segura. Para a marca e de sair do lugar comum e entrar em novos mercados, de evoluir o portfólio de serviços e produtos e criar novos formatos de negócios para esses novo mix, passando a atender públicos que até então não atendia e crescer exponencialmente. Sair do óbvio e do lugar comum.

Nunca o mercado presenciou tantos novos formatos de negócios, cada dia uma nova disrupção nesse campo e, acreditamos que ainda tem muito por vir, o que vai ditar o ritmo disso, é o quanto o consumidor e a população buscam por mais conveniência, mais sustentabilidade, mais experiência e mais propósito e qualidade de vida.

O mundo digital está criando novas necessidades e milhões de ofertas, tanto físicas como digitais e isso reforça o quanto o franchising contribuirá com o desenvolvimento dos negócios, e consequentemente com o aumento da riqueza, de empregos, da redução da pobreza e de melhoria da e vida da população.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT.

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Provavelmente você já ouviu falar sobre share of market, share of wallet, mas e share of life?

O próximo grande objetivo do varejo não é apenas encontrar mais espaço no mercado, ou garantir mais uma fatia do investimento do consumidor, será de fato, ampliar o seu envolvimento com a sua vida cotidiana. Esse conceito foi lançado pela Kantar, consultoria inglesa de pesquisa de mercado, e que fez todo sentido para o momento atual das marcas, especialmente as do varejo. Com essa visão de share of life as marcas passam a ter o mindset de aprofundar seu relacionamento e criar laços com os consumidores.

A diversificação de formatos de negócios tem sido uma boa resposta para ocupar espaços mais significativos na jornada do consumidor que está cada vez mais fragmentada. Em vez de simplesmente vender produtos ou serviços, as empresas buscam se integrar de forma mais significativa na vida dos clientes, passando a fazer parte do seu cotidiano, seja lá onde ele estiver. Ao diversificar os formatos de negócios, as empresas podem oferecer um leque maior de soluções, através de experiências e conveniências que, na última linha, garante resultados.

A diversificação de formatos pode ser uma estratégia particularmente interessante e eficaz para empresas que operam em setores altamente competitivos, onde a diferenciação entre produtos e serviços pode ser difícil. Ao oferecer uma gama mais ampla de soluções, as marcas se destacam da concorrência e estabelecem uma conexão mais profunda com os consumidores e isso traz um resultado adicional: fidelização e engajamento. Para as empresas, além disso, essa expansão de modelos permite que seja reduzida a dependência de uma única fonte de receita.

Um exemplo prático: Uma marca que atua num formato tradicional do varejo como o alimentar, desdobra o formato original de supermercados em formatos menores, como mercados de bairro, conveniência, minimercados para condomínios, lojas containers e muitos outros. Foi exatamente isso que o Carrefour fez esse ano com o nosso apoio. E ainda com o adicional de ter todos esses novos modelos operando no sistema de franquias.

A Nestlé também é um bom exemplo, só que dessa vez da indústria. Com o objetivo de gerar novas fontes de receita, participar de forma mais ativa dos diversos momentos da vida do consumidor e aproveitar de ativos importantes como algumas de suas marcas mais adoradas, criou operações de varejo como Nespresso, Cake Point para o Leite Moça e KitKat Chocolatory. Dessa forma a marca entra em outros momentos da jornada do consumidor de forma direta, não se reduzindo apenas à venda por meio de intermediários. 

No entanto, vale lembrar que a diversificação de formatos também apresenta desafios. As empresas precisam garantir que cada nova oferta seja relevante para os consumidores, e que a diversificação não dilua a proposta de valor do seu negócio principal. Além disso, a diversificação pode também exigir investimentos em novas áreas, o que pode ser arriscado em mercados incertos. O share of life também tem implicações para a estrutura organizacional da empresa. À medida que ela expande para novos negócios, cria novas estruturas para conseguir apoiar efetivamente a atuação em novos formatos. Muitas vezes isso significa estruturas apartadas do negócio principal, e vai exigir contratação de funcionários, desenvolvimento de novas habilidades e a adaptação de processos internos para citar apenas alguns. 

Se você quiser saber mais sobre esse assunto e ouvir os principais executivos da Nestlé e Carrefour contando suas experiências práticas para ocupar mais espaços na vida dos consumidores por meio da diversificação de formatos, te convido a participar do BCONNECTED, nos dias 3 e 4 de outubro, no Teatro Santander em São Paulo. Te espero lá. Acesse: www.bconnected.com.br

Caroline Bittencourt, Sócia-diretora de Relacionamento & Experiência do Grupo BITTENCOURT.

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Será que a sua empresa já está no modelo de eficiência exponencial?

A busca incessante pela eficiência operacional tem sido um objetivo das empresas ao longo da história, estimulando melhorias nos processos, reduzindo custos e aumentando a produtividade. Mas, frente ao progresso tecnológico acelerado e à demanda crescente dos consumidores por experiências excepcionais, a necessidade de alcançar a eficiência exponencial transformou-se em uma intenção consideravelmente mais ambiciosa. Porém, para atingir essa meta, é essencial reconfigurar os parâmetros da excelência operacional, acolhendo novos modelos de negócios, capazes de proporcionar tanto experiências excepcionais, como operações otimizadas.

Saindo do conceito de eficiência operacional tradicional, precisamos então definir a eficiência exponencial. A eficiência operacional tradicional foca na otimização dos processos internos, com o intuito de minimizar desperdícios, reduzir custos e potencializar a produtividade. Apesar da relevância dessas iniciativas, elas não suprem todas as demandas dos consumidores modernos e nem acompanham o ritmo frenético das transformações tecnológicas atuais. Para se conquistar uma eficiência exponencial, existe a demanda de uma abordagem mais ampla e inovadora. Esse chamado às empresas incentiva a busca pela eficiência com foco na melhoria contínua e, claro, com a escalabilidade para negócios em rede.

E quando “cai a ficha”, percebemos que a excelência operacional deve ser ampliada para incorporar aspectos como flexibilidade, agilidade e a habilidade de se adaptar às mudanças do mercado. Isso implica em negócios com modelos de gestão mais versáteis, com processos que possam ser facilmente adaptados, conforme as necessidades e oportunidades que se apresentam, já que estes modelos desempenham um papel crucial na conquista da eficiência exponencial, unindo experiências excepcionais e operações otimizadas.

Esses modelos de negócios colocam o cliente no cerne das suas estratégias, o consumer centricity, permitindo que, por meio de tecnologias de análise de dados e inteligência artificial, as empresas compreendam melhor e rapidamente as preferências individuais dos seus clientes, customizando seus produtos e serviços para atender às suas necessidades específicas (e saindo na frente da concorrência). E isso resulta em uma experiência excepcional para o cliente, promovendo satisfação e fidelidade.

Não dá pra negar como a tecnologia tem sido uma grande aliada na busca pela eficiência exponencial. Automação de processos, inteligência artificial, robótica, Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias têm ajudado muito as empresas nesse percurso, otimizando suas operações, reduzindo erros, melhorando a eficiência da produção, diminuindo os custos operacionais e ajudando a entregar o que o consumidor deseja.

Os novos modelos de negócios também exploram parcerias estratégicas para complementar suas capacidades. A formação de ecossistemas facilita a troca de conhecimentos e recursos entre empresas diversas, acelerando a inovação, cortando caminhos e gerando resultados para todas as partes envolvidas.

Além de focar no cliente, os novos modelos também valorizam a experiência do colaborador, a employee experience. Com um ambiente de trabalho positivo, infraestrutura adequada, que incentive a inovação, que impulsione a criatividade, o trabalho em equipe e a produtividade dos funcionários, refletindo em melhores resultados operacionais.

Acredito mesmo que alcançar uma eficiência exponencial não significa apenas aperfeiçoar a eficiência operacional tradicional. As redes para alcançarem um crescimento consistente e acelerado devem ter um modelo de negócios otimizado e preparado para funcionar em diversos mercados. E a mágica acontece quando alcançam níveis elevados de eficiência com inteligência.

Ao unir personalização, tecnologia, parcerias estratégicas e foco no colaborador, as empresas podem alcançar níveis inéditos de eficiência, desencadeando um ciclo exponencial de crescimento e satisfação para clientes e colaboradores.

Em um mundo empresarial em constante transformação, as empresas que se adaptam e acolhem a inovação, estarão em uma posição vantajosa para prosperar na economia atual e futura. Elas serão cada vez capazes de transcender os limites da excelência operacional e redefinir o que é possível conquistar no mercado, através da eficiência exponencial.

E se você quiser saber mais sobre esse tema, te convido a estar comigo no BCONNECTED nos dias 3 e 4 de outubro, em São Paulo. Você vai ouvir de top executivos das grandes redes como Rafael Marconi, Diretor Executivo do Grupo BOTICÁRIO sobre como a maior franqueadora de beleza do mundo consegue alcançar altos patamares de engajamento dos franqueados por meio de resultados consistentes e uma cultura de melhoria contínua. Conheça o IAF (índice de aceleração de franqueados) e os impactos que ele tem na rede.

Vem comigo?

O que fazer quando o novo já está ultrapassado?
Descubra no BCONNECTED 2023, o maior evento de gestão de redes de negócios e franquias da América Latina!

No final do mês de junho aconteceu a maior feira de franquias do mundo. E vocês podem pensar que para participar é necessário viajar para algum mercado internacional. Mas eu te digo, ela acontece aqui mesmo no Brasil, em São Paulo. Sempre que a ABF Expo Franchising acontece há décadas, vemos os olhos de alguns empresários brilharem por vislumbrarem um novo caminho para a expansão de suas marcas. 

Ao verem a magnitude do evento e quantidade de empresas que apostam nesse setor e, principalmente, a quantidade de pessoas que desejam empreender no sistema, eles começam a ter a visão da oportunidade de ter parceiros externos ao negócio que vão seguir as regras da marca e fazê-la chegar a mais mercados sem investimento direto da companhia. De fato, estão certos de que essa é uma grande vantagem. Mas o franchising vai além. 

Uma de nossas grandes missões ainda antes de começar um projeto de consultoria é dar a visão clara de que ingressar no franchising exige sim investimento da marca nesse processo e muita dedicação. Criar a estrutura da franqueadora que vai dar suporte à nova rede que se forma, com processos bem definidos, pessoas adequadas e especializadas no franchising e que estão focadas em fazer o negócio dar certo para ambas as partes – franqueados e franqueadora – são pontos que vão exigir esforço, dedicação e sim, investimento.

Estruturar a empresa para dar esse passo vai desde a elaboração dos manuais que vão tangibilizar todo o know-how da marca por meio de  processos padronizados, desenvolvimento dos treinamentos para os franqueados , confecção de toda a documentação jurídica para proteger a marca e resguardar a empresa de estar dentro do que rege a legislação do sistema de franquias e muito mais.

Mas antes de tudo isso, as perguntas que devem ser respondidas são: Será que está na hora de franquear o negócio? Será que este empresário está pronto? O mercado tende a receber bem esse novo negócio? Ele é viável financeiramente? 

E como descobrir se o momento é oportuno para a empresa? Fazendo uma análise profunda do negócio.  No processo de análise da franqueabilidade, a empresa é examinada no detalhe: percepção da marca no mercado, aceitação do produto/serviço, avaliação dos consumidores, estrutura de custos e de resultados, capacidade de abastecimento e de gerar resultados consistentes e até mesmo o básico como o seu nível de formalização. 

Somente depois de definida a viabilidade do ingresso da marca no franchising é que chega-se à fase tão desejada pelas empresas que é a de ver o negócio expandir e ganhar mercado com franqueados à frente do negócio.  E aí sim, a marca começa efetivamente a estar a um passo de estar entre aquelas que buscam candidatos a franquia numa expo tão importante como a nossa. 

Se quiser estar lá é melhor se preparar. E se precisar de apoio, conte com o Grupo BITTENCOURT nesse processo.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias. 

Se você deseja expandir seu negócios com modelos inovadores e formatos que geram resultado, conte com o Grupo BITTENCOURT nessa jornada.

Não é incomum eu me deparar com empresários que ao verem que a empresa está indo bem, com negócio estável, vendas crescentes, geração de lucro, começarem a pensar em como podem crescer ainda mais os negócios. Eles buscam nosso apoio para definir os melhores caminhos. As dúvidas passam por: Como fazer? Crescer com qual estratégia? Abrir novas lojas? Criar novas marcas?

Isso só corrobora para algo que observo já há alguns anos. Muitas vezes a dor do crescimento passa por pensar em como escalar os negócios para atender uma demanda crescente pelos produtos ou serviços da empresa.

E isso tem acontecido com muitas marcas do varejo alimentar conhecidas pelas grandes operações, com grandes lojas e que geralmente estão em pontos estratégicos das cidades com o objetivo de atender o maior número de pessoas possível. São operações consideradas destinos em que o consumidor geralmente tem um deslocamento grande para acessá-las. 

Essas marcas se atentaram para o fato de que cada vez mais as pessoas buscam produtos e serviços perto de casa, com deslocamento mínimo, pouco esforço e o máximo de conveniência, e isso era o oposto do que estavam oferecendo. 

Estar perto hoje, faz toda a diferença! A busca por comércios próximos aumentou consideravelmente desde o período pandêmico, fazendo deste conceito de varejo um dos mais importantes para atrair e manter clientes no mundo físico. Vimos então uma crescente valorização dos mercados de proximidade e isso não cessou mesmo no pós pandemia.

O fato de termos cada vez menos tempo, o trânsito e as longas distâncias a serem percorridas, somadas a cada vez mais coisas a se fazer, contribuem para que os consumidores queiram que o varejo chegue até eles, o “come to me retail”. É a necessidade de maior comodidade aliada à necessidade de que as coisas precisam acontecer mais rápido.

Nós queremos controlar tudo porque o nosso tempo é precioso. E essa ansiedade gera uma exigência de prontidão das marcas. E quem entrega proximidade está entregando solução, conveniência e praticidade. Isso gera fidelidade e recorrência. 

O segredo do varejo de proximidade como modelo de negócio rentável e, consequentemente, de sucesso, está no fato de que este modelo oferece um mix de produtos com curadoria alinhado com as necessidades locais, um menor custo operacional e, com isso, uma oportunidade de maior rentabilidade. Eles atendem às necessidades dos consumidores de compras rápidas e de reposição com modelos enxutos, foco na praticidade e o mindset de, ao invés de vender para mais clientes, vender mais para os mesmos clientes – uma equação simples de recorrência. 

E como os clientes não querem perder tempo, o layout, o mix de produtos, os sistemas de pagamento e toda a tecnologia do PDV fazem parte desse modelo de negócio.  Por causa da tecnologia empregada no ponto de venda, fica mais fácil coletar e analisar dados. Dados esses que geram insights sobre o comportamento de compra. 

E os modelos de negócios que têm surgido em torno desse conceito são diversos e interessantes, desde as lojas de condomínio, lojas containers, lojas de bairro e outros.

E foi justamente com esses novos modelos de negócios que na ABF Franchising Expo lançamos em parceria com o Grupo Carrefour a entrada da bandeira Carrefour Express – modelo de proximidade do grupo – no universo do franchising. Estivemos juntos nos últimos dois anos estruturando essa nova estratégia da marca no Brasil, o franchising foi a resposta clara para uma necessidade de expansão rápida, escalável e para chegar em locais onde a marca ainda não tinha conseguido chegar. 

A nossa jornada juntos começou quando o Carrefour entendeu que para atender às exigências de um consumidor que cada vez mais busca conveniência, precisava revisitar o modelo de negócio. Era preciso ganhar ainda mais modernidade. Ao mesmo tempo, não bastaria um conceito incrível aos olhos do cliente, mas que não permitisse a escalabilidade. Fizemos a estruturação das operações para que fossem ainda mais inteligentes e com maior eficiência e, claro, garantindo uma experiência superior para quem visita as lojas. Foi um verdadeiro casamento de colaboração estratégica com pensamento inovador para uma marca tão consolidada no mercado brasileiro.

 

E não à toa o lançamento na feira foi um sucesso! Mais do que nunca, estar próximo é fundamental.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, expansão e gestão de redes de negócios e franquias.

www.grupobittencourt.com

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Em meus anos de consultoria, não é incomum encontrar empresários que desejam escalar o negócio e expandir para novos mercados, mas que não se preocupam com um fator básico e que muitas vezes pode comprometer o sucesso da estratégia. A adequação do modelo de negócio, dos produtos ou serviços que serão ofertados nos diferentes mercados.

Quando um modelo de negócio, produto ou serviço estão devidamente adequados ao mercado de atuação, a mágica acontece. Os consumidores desejam interagir com sua marca e, tendo uma experiência satisfatória, passam a trazer mais consumidores de forma orgânica. E isso no final do dia significa que seu produto está atendendo às necessidades do mercado e está com consumidores satisfeitos e engajados.

Esse entendimento para o mercado de franquias é crucial, afinal: “One size doesn’t fit all” – a adaptação de conceitos e formatos, produtos e serviços para cada mercado é fundamental. Isso fica muito claro quando marcas internacionais de alimentação chegam no país. Sem uma pesquisa aprofundada sobre as preferências dos brasileiros a chance de oferecerem um produto sem aderência ao consumidor local é grande e, portanto, também uma porta aberta para o fracasso. E a adaptação tem que ser rápida! Lembro sempre de um case de uma marca de donuts que veio para o Brasil com os mesmos produtos que ofereciam no mercado americano e logo entenderam que precisariam incluir o nosso querido pão de queijo no menu e isso ajudou bastante na aproximação com o consumidor. E é importante dizer que isso acontece não apenas na expansão internacional. Em um mercado como o Brasil que tem dimensões continentais e possui diferentes culturas e costumes repensar a adequação de modelos, produtos e serviços para expansão é primordial.

Medir o ajuste ao mercado é um desafio, mas é possível. Uma boa forma de fazer isso acontecer, é entender seus “clientes de altas expectativas”, ou seja, aquele consumidor que já é engajado, que sempre deseja mais e principalmente deseja ser surpreendido a cada interação. Como consumidores engajados eles vão dar feedbacks importantes e vão te dar a direção para aprimorar a experiência para a próxima empreitada. Analisar seus comentários e preferências e o que os impede de consumir mais, associando com o que foi identificado em pesquisas de campo no mercado local, a chance de adaptar o produto às necessidades (e de surpreender) os consumidores no destino é fundamental.

E fazer o casamento da adaptação com o atendimento das expectativas, é uma fase crítica da construção do modelo de negócio, produto ou serviço que será levado ao novo mercado. Mas uma coisa é certa, equilibrar esses dois aspectos garante que o negócio continue evoluindo com base no feedback do consumidor e nas expectativas do mercado, e isso pode significar uma vantagem competitiva significativa.

Um ponto importante é que a análise não deve se limitar ao movimento de entrada no mercado. Esses aspectos devem ser monitorados regularmente para identificar tendências, tomar decisões baseadas em dados e garantir que o negócio tenha uma cultura de melhoria contínua. Essa abordagem iterativa permite um ciclo de feedback que impulsiona o crescimento e a satisfação do consumidor.

Compreender quem são seus clientes de alta expectativa, suas necessidades e desejos e, em seguida, desenvolver produtos, serviços e experiências que os encantem é uma estratégia vencedora. Isso vai otimizar o ajuste do negócio para a atuação em novos mercados, cultivar uma base de consumidores leais e se preparar para o crescimento sustentável!

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, Consultoria especializada no desenvolvimento, expansão e gestão de redes de negócios e franquias. www.grupobittencourt.com

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