Grupo Bittencourt
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Em uma das visitas técnicas aqui em Phoenix, fomos conhecer de perto o modelo de negócios e uma unidade da School of Rock.

Rob Price, Presidente e CEO da marca nos recebeu com uma de suas franqueadas para mostrar a unidade e nos contar um pouco sobre o que a School of Rock tem de especial.

Logo no primeiro contato, o que podemos perceber é a paixão pelo negócio que combina educação musical e desenvolvimento pessoal, o que impacta de forma muito positiva a saúde mental dos alunos. Segundo Bob, o impacto é tão positivo que apoia na redução do índice de suicídio entre os jovens.

 

Com planos ambiciosos de expansão global, incluindo 150-300 novas escolas no Brasil, a franquia está construindo uma comunidade unida de franqueados comprometidos com o sucesso dos alunos. Alguns pontos de destaque:

 

– A marca foi fundada em 1998 e iniciou no franchising em 2005 – hoje é de um fundo de private equity

– Possui unidades próprias, mas o foco é a expansão no franchising. Para a franqueada essa é uma das vantagens de estar no negócio. A franqueadora sente as mesmas dores dos franqueados e isso abre espaço para conversas.

– O investimento nas escolas é alto (cerca de US$ 500.000), principalmente por conta da sua estrutura física com os estúdios e salas de ensaio, porém sua operação é bastante simples.

– Muitas vezes os próprios alunos se tornam professores e seus pais franqueados

– Eles têm dois modelos de atuação: programas de “performance” em que os alunos se preparam para se apresentar ao vivo e como participantes de uma banda. Os próprios alunos escolhem o repertório e coisas muito diferentes podem acontecer como por exemplo, um duelo de Taylor Swift x Dolly Parton (ícone do country nos EUA).

– Suas estratégias de marketing, são centradas em eventos da comunidade em que a franquia está instalada (promovem shows dos alunos em eventos como feiras de negócios, corridas de rua, etc) e aulas experimentais (nas quais os interessados na escola fazem uma aula para sentir como é fazer parte da escola e, então tomarem a decisão de se inscreverem nos programas)

– Os alunos são parte ativa do modelo, e não apenas promovem a marca, mas são munidos de um forte senso de pertencimento.

 

Um modelo interessante e que ensina sobre a necessidade das unidades estarem próximas da comunidade, engajarem seus clientes e os tornarem promotores do negócio.

Tema recorrente em quase todas as sessões da Convenção da IFA (International Franchise Association), a inteligência artificial claramente tem impactado os negócios de diversos setores.

E pensando nisso, Shawn DuBravac, Ph.D e presidente da Avrio Institute – consultoria com foco em apoiar as empresas a lidarem com os avanços tecnológicos que impactam seus negócios – desenhou uma sessão hands-on sobre as aplicações práticas da IA no franchising em suas diversas frentes como marketing, operações, desenvolvimento, etc. Ficou claro que IA não apenas aumenta a eficiência operacional, mas também revoluciona o envolvimento do cliente, as estratégias de marketing e os processos no franchising – seja para os franqueados, seja para as franqueadoras.

Marketing: Adaptando o Futuro

A aplicação imediata da IA em marketing é inegável. Ao analisar grandes quantidades de dados, a IA permite que os franqueadores criem campanhas de marketing personalizadas que atendem diretamente às necessidades e preferências do consumidor. A aplicação prática envolve o aproveitamento de ferramentas de IA para análise preditiva para prever tendências e comportamentos dos clientes, otimizando assim os esforços de marketing e alocações orçamentárias para maior ROI. Um exemplo? Análise de reviews sobre seu produto ou serviço disponíveis online para direcionar melhoria em produtos, entendimento de posicionamento e imagem da marca, identificação das vantagens competitivas que os consumidores enxergam na sua marca e que apoiam na determinação da proposta de valor e que podem ser ressaltadas na comunicação.

Operações: o mecanismo de eficiência

As melhorias operacionais por meio da IA são para as franqueadoras talvez um dos maiores ganhos no uso dessa tecnologia. A implementação de IA no atendimento aos franqueados pode reduzir os custos operacionais e, ao mesmo tempo, aumentar os índices de satisfação. Os franqueadores podem adotar chatbots com IA para garantir acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana para sanar dúvidas comuns dos franqueados. Além disso, análise de uma grande quantidade de dados, como por exemplo, os DREs das franquias podem auxiliar os consultores de campo a definirem planos de ação com base em desempenho e tendo como referência dados de benchmarks da rede.

Além disso, a IA serve como uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões com base em análises de mercado e até mesmo para seleção de pontos comerciais. Ao empregar IA para analisar dados demográficos, econômicos e competitivos, os franqueadores podem identificar locais ideais para expansão e adaptar as suas ofertas para satisfazer as exigências do mercado local. Além disso, pode apoiar na criação de cronogramas de implantação, definição das etapas a serem cumpridas, e até mesmo as ações que devem ser realizadas, pré, durante e pós inauguração da franquia.

Expansão: dimensionamento com precisão

Alguns dos usos para equipes de expansão vão desde treinamentos sobre como lidar com objeções e desenho de diferentes de cenários para lidar com os candidatos. Desenhar scripts de abordagem aos candidatos, identificação de mercados inexplorados com alto potencial de crescimento, fazendo com que os recursos sejam investidos em locais com maior probabilidade de gerar retornos, avaliação de concorrência local, análises de posicionamento da marca nos mercados destino… Tudo isso para facilitando a expansão de forma mais estratégica e com menores riscos para a marca e para o candidato que está investindo naquele mercado.

Engajamento na ponta: além da personalização

Melhorar o envolvimento do cliente através da IA envolve a criação de experiências personalizadas em cada ponto de contato. Desde mecanismos de recomendação alimentados por IA até estratégias de comunicação personalizadas, os franqueadores podem utilizar a IA para aprofundar o relacionamento com os clientes e promover a fidelidade, impulsionando novos negócios e vendas adicionais.

 

E na prática? Como começar e quais as ferramentas que podem ser utilizadas?

Comece com uma estratégia: identifique áreas dentro de sua franquia onde a IA pode ter o impacto mais significativo. Comece com projetos que oferecem ganhos rápidos para ganhar velocidade e ter a adesão das equipes.

Invista em treinamento: garanta que sua equipe entenda os recursos da IA e como aproveitá-los de maneira eficaz. A educação contínua manterá sua franquia atualizada em relação aos avanços em IA.

Faça parcerias: busque parcerias com fornecedores de tecnologia especializados em IA que oferecem soluções escalonáveis adaptadas às necessidades de franquia. A experiência deles pode cortar etapas e integrar de forma mais rápida a IA nas operações.

Monitore, repita, faça novamente: Avalie continuamente a eficácia das implementações de IA e permaneça aberto para ajustar estratégias com base em dados de desempenho do uso de IA no negócio.

Conheça algumas das ferramentas

ChatGPT (https://chat.openai.com/): Uma das ferramentas mais adotadas hoje em dia pela fácil usabilidade e infinitas possibilidades de aplicação. Usado para gerar conteúdo para marketing, análises estratégicas como avaliação de posicionamento da marca frente a concorrência, desenho de planejamento de ações de lançamento de produtos, criação de políticas diversas e muito mais.

Midjourney (https://www.midjourney.com/): Criação de imagens de acordo com o comando fornecido pelo usuário. Pode ser usado para criação de embalagens, imagens para apresentações, redes sociais, logos e muito mais.

Nvidia (https://www.nvidia.com/en-us/): Empresa de tecnologia especializada em IA e metaverso, que possui uma série de soluções de IA que aceleram o deep learning e as interações tecnológicas para as empresas.

Hey Gen (https://www.heygen.com/): Plataforma para criação de mídia digital com IA para geração de vídeos e áudios que parecem ter sido criado por humanos.

 

Fica claro que a IA passa a ser uma aceleradora do crescimento uma vez que leva à eficiência, expansão de mercado, diferenciação, definição de estratégias vencedoras e, principalmente, passa a apoiar as marcas a se manterem competitivas e resilientes diante dos rápidos avanços tecnológicos dos mercados.

Com a proposta de ser um portfolio de marcas de food service projetada para oferecer retorno rápido do investimento para os franqueados, a EB – Experiential Brands foi apresentada por Aziz Hashim, figura reconhecida no franchising norte americano por há mais de 10 anos ter formado o primeiro fundo de investimentos formado por um multi-franqueado – a NRD Capital. 

Aziz Hashim
Aziz Hashim, Fundador e Sócio Proprietário da NRD Capital

Fazem parte do portfolio da EB, The Original Hot Chicken da frangos fritos, Inked Tacos de comida mexicana, Pinsa Roman Pizza de pizzas e também uma marca de hambúrgueres. Todos conceitos criados já com a mentalidade de serem altamente escaláveis, adaptáveis e flexíveis para expansão internacional, simples na operação e gestão, pouca necessidade de mão de obra, menus enxutos, emprego de tecnologia para simplificar os processos da operação, além de terem o foco na operação para consumo “off premisse”, ou seja, consumo fora do restaurante. As 4 marcas do grupo podem facilmente ser operadas em uma única cozinha. Para a EB, o foco é a qualidade do produto e não operações de restaurantes grandes e sofisticados, além de, e principalmente, fazer com que o franqueado se rentabilize de forma mais rápida. Uma combinação de fatores que atrai pela ousadia.

O modelo de negócio inovador é construído sobre três pilares: rentabilidade dos franqueados, adaptabilidade e eficiência operacional, com a adição de um foco estratégico na qualidade.

The OG Hot Chicken

A visão da Experiential Brands é a de garantir o retorno sobre o investimento dentro de dois anos de operação, o que desafia as premissas do mercado, e também um alto nível de confiança na eficácia do modelo. Este objetivo, aliado à promessa de operações simplificadas e ao foco em adaptar o cardápio às preferências locais, parece abrir caminho para uma maior competitividade no mercado de food service, mas principalmente, no mercado de franquias.

Qual candidato à franquia não gostaria de ouvir que o foco do franqueador é garantir que ele tenha retorno do seu investimento em até 2 anos? E qual franqueador do setor da atualidade colocaria à prova seu conceito para se comprometer com esse resultado?

Aziz, com sua vasta experiência como franqueado, traz uma perspectiva única para a estratégia do negócio – em que destaca a importância de um modelo escalável que prioriza a qualidade e a satisfação do cliente. Este compromisso com a excelência do produto, combinado com a estratégia de localizações prime e operações enxutas, posiciona a Experiential Brands como uma força inovadora no setor.

Mas no contraponto, o modelo da Experiential Brands levanta questões sobre sua capacidade de manter a consistência da marca enquanto oferece flexibilidade na abertura das lojas e nas adaptações locais de uma forma geral. Apesar do ceticismo inicial que novos modelos podem provocar, a proposta de valor da Experiential Brands traz uma contribuição significativa para o futuro do franchising no setor de food service e desafia as normas estabelecidas e oferece uma promessa atraente de sucesso e rentabilidade.

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Não é de hoje que artistas e celebridades descobriram a receita de unir influência e reputação com os negócios. Muitos hoje emprestam sua imagem para marcas e produtos e outros, de fato, desenvolvem negócios proprietários e se envolvem desde a conceituação, construção de parcerias, até o desenvolvimento dos produtos, distribuição, marketing e outros.

Esse é caso da atriz Drew Barrymore que, em parceria com a Made by Gather, empresa especialista em desenvolver artigos para cozinha, desenvolveu a Beautiful uma linha de produtos com foco em design, acessibilidade e inovação.

A sessão foi um bate papo leve e divertido com a participação da atriz e do CEO da Made by Gather, Shae Hong

Drew Barrymore, co-fundadora da Beautiful | Foto: Made By Gather

A descoberta de conexões e sinergia de valores

Para criar marcas significativas e com potencial de crescimento por meio de parcerias, é necessário um alinhamento de intenções e propósito, esse é um dos pontos principais. Além disso, um compromisso com a integridade, honestidade e manutenção de promessas. Um novo negócio não exige apenas um bom insight e timing de mercado, é necessário resiliência para seguir enquanto os resultados não veem e uma relação de confiança para fortalecer a sociedade. Foi com esse direcionamento que Drew se aliou a Shae para a criação da Beautiful.

Como fazer:

  • Desenvolvimento de Uma Visão e Missão Compartilhadas: Promova o alinhamento estratégico e a coesão entre parceiros. Defina claramente os valores e objetivos comuns, alinhe expectativas e comunique consistentemente esses princípios a todas as partes envolvidas.
  • Construção de Relacionamentos Baseados na Confiança e na Integridade: Comunicação aberta, cumprimento de promessas e transparência nas ações para fortalecer confiança mútua e um ambiente colaborativo
  • Criação de Estratégias de Resiliência e Adaptação: Crie planos de negócios flexíveis, promova uma cultura de aprendizado e adaptação contínuos. Reconheça tanto as conquistas quanto os fracassos como oportunidades para fortalecer a colaboração e refinar estratégias.
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Visão de Design e Acessibilidade

Ao desenvolver um novo produto, não basta apenas criar algo inovador. Não tem que ser apenas agradável aos olhos, com design incrível; eles precisam ser acessíveis e funcionais. Alcançar um equilíbrio entre manter preços atrativos de forma que sejam acessíveis para um público mais amplo e, ao mesmo tempo, investir em inovação e qualidade. Isso tudo sem sacrificar a qualidade e o design.

Visão de Design e Acessibilidade

Como aplicar:

  • Pesquisa e Compreensão Profunda do Público-Alvo: crucial para entender as preferências, necessidades e limitações financeiras dos consumidores.
  • Design Centrado no Usuário: Coloque a funcionalidade, a usabilidade e a experiência do consumidor no coração do processo de criação.
  • Estratégias de Precificação e Produção Inteligentes: Equilíbrio entre custo e valor agregado é fundamental para tornar produtos inovadores e de qualidade acessíveis
  • Inovação Contínua e Feedback do Cliente: Mantenha um ciclo contínuo de inovação, baseado em feedbacks reais dos clientes e em tendências de mercado, passo essencial para a evolução e relevância do produto.
  • Comunicação e Marketing Estratégicos: Vitais para destacar não apenas a estética e o design inovador do produto, mas também sua funcionalidade, qualidade e acessibilidade. Use histórias de sucesso e estudos de caso.
  • Negociação com Fornecedores: Negocie com os fabricantes para acomodar os produtos no estilo de vida dos consumidores, seja no desejo de comprar ou no fit com o que podem pagar.

Parceria Estratégica e Foco no Consumidor

A distribuição também é um ponto chave para negócio. Assim como pensaram na precificação para alcançar o maior volume de pessoas possíveis, estar em um local com alta capilaridade também se tornou fundamental.  No caso da Beautiful, a parceria estratégica foi com o Walmart – o que consideram fundamental para o sucesso do negócio.

Como aplicar:

  • Seleção Criteriosa de Parceiros de Distribuição: A seleção cuidadosa do parceiro de distribuição assegura que o produto esteja acessível no mercado certo, ressoando com os valores da marca e maximizando o alcance entre o público-alvo
  • Análise e Entendimento do Mercado: Análise profunda do mercado para identificar os melhores locais de distribuição, baseando-se nas preferências e comportamentos de compra dos consumidores
  • Negociações Estratégicas de Precificação e Posicionamento: Defina uma precificação acessível e estratégias de posicionamento efetivas. Encontre equilíbrio entre preço, expectativas dos consumidores, visibilidade e acessibilidade nos pontos de venda.
  • Acompanhamento e Otimização da Distribuição: Monitore o desempenho do produto nos pontos de venda e esteja pronto para ajustar a estratégia de distribuição com base nos resultados e feedback dos consumidores.
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Inovação e Futuro da Marca

Por fim, Barrymore e Hong deram uma prévia das inovações futuras, discutindo novas cores e designs de produtos que estão por vir. Eles enfatizaram a importância de continuar inovando e de manter a marca alinhada com os valores de beleza, funcionalidade e acessibilidade.

Shae Hong DJ Marshmello
Shae Hong DJ Marshmello | Foto: Made By Gather

Como aplicar:

  • Pesquisa e Desenvolvimento Contínuos: Invista em pesquisa e desenvolvimento para manter-se na vanguarda das tendências e inovações, e garanta que a inovação seja um processo contínuo e que os produtos sejam sempre relevantes e desejados pelo mercado.
  • Alinhamento de Inovação com a Identidade da Marca: Certifique-se de que as inovações reflitam e reforcem a identidade e os valores da marca, criando uma forte conexão emocional com os consumidores.
  • Testes e Adaptações Baseados em Feedback: Implemente um processo rigoroso de testes e coleta de feedback para os produtos inovadores, garantindo que a inovação seja relevante e bem-recebida pelo mercado.
  • Lançamentos Estratégicos e Comunicação Eficaz: Planeje o lançamento de novos produtos cuidadosamente, isso envolve criar expectativa e interesse, garantindo que os novos produtos sejam percebidos como soluções desejáveis e inovadoras.

Com a case da Beautiful, conseguimos comprovar todo o potencial da interseção entre criatividade, negócios, design e acessibilidade, desenvolvidos por meio de parcerias estratégicas baseadas em confiança, honestidade e na dedicação mútua ao sucesso e à satisfação do consumidor. Com uma receita dessas, não há como dar errado!

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Ouvir quem está sempre de olho no futuro é um ótimo caminho para oxigenar conhecimento e ampliar nosso repertório. E como sempre, na NRF, ouvir Andrea Bell da WGSN – líder global no fornecimento de insights estratégico, dados e análises de mercado -, é uma imersão no que vai moldar o cenário do varejo no futuro.

Aqui estão alguns dos insights para você ficar de olho:

Andrea Bell, VP de consumer insights da consultoria WGSN
Andrea Bell, VP de consumer insights da consultoria WGSN | Foto: Divulgação

1. Mudanças Demográficas e Envelhecimento da População

A palestra destacou mudanças demográficas significativas, como o envelhecimento das populações na Ásia (até 2060, a Asia será composta por 1.2 bilhões de pessoas com mais de 65 anos) e a tendência de jovens adultos em países ocidentais se manterem por mais tempo morando com seus pais (48% dos jovens de 18 a 29 nos EUA ainda moram com os pais). Essas mudanças estão desmantelando estereótipos relacionados à idade e criando novas oportunidades de mercado com necessidades diversas, especialmente em saúde e bem-estar.

A ideia é que as empresas abracem uma perspectiva “agnóstica” sobre a idade dos consumidores, afinal, estamos vivendo em um mundo com muita intersecção entre as gerações. 

Listamos algumas possibilidades para as empresas trabalharem nesse cenário:

  • Desenvolvimento de Produtos Diferenciados: Criar produtos e serviços que atendam às necessidades específicas de diferentes faixas etárias, incluindo designs ergonômicos para idosos e tecnologias inovadoras para jovens.
  • Marketing Inclusivo: Implementar estratégias de marketing que ressoem com todas as faixas etárias, enfatizando a inclusão e a diversidade.
  • Adaptação de Canais de Venda: Otimizar canais de vendas para serem acessíveis e atraentes para diferentes grupos demográficos, como aprimorar a experiência online para jovens e facilitar a navegação para idosos.

2. Tecnologia Intencional e Consumo Ético

Foco na crescente importância da tecnologia no varejo, particularmente o que chamam de tecnologia intencional e proposital – ou seja, uso de tecnologias de maneira deliberada e com um propósito claro, considerando aquelas que realmente vão agregar valor ao negócio e não porque são novidade ou tendência. Houve uma ênfase em IA e suas implicações para segurança e questões éticas – um dado interessante é que 42% dos especialistas em I.A estão igualmente entusiasmados e preocupados com o surgimento de humanos virtuais e seu impacto potencial em várias indústrias.

consumo ético

Como aplicar:

  • Investimento em AI e Tecnologia: Integrar a inteligência artificial para personalizar a experiência de compra, melhorar a eficiência logística e oferecer atendimento ao cliente inovador.
  • Foco na Ética e Transparência: Adotar práticas éticas de negócios, promovendo a transparência na cadeia de suprimentos e no uso de dados dos consumidores. Crie formas de evitar desinformação por conta de informações falsas ou ainda uso indiscriminado de imagens e dados gerados por I.A sem que isso seja declarado pelas companhias.
  • Desenvolvimento de produtos que encorajam uma visão realista da vida: Desenvolva uma abordagem prática de como combater percepções distorcidas da realidade, criando uma relação mais autêntica com os consumidores especialmente nas mídias sociais, onde imagens e narrativas de vidas são perfeitas (e falsas).

3. Responsabilidade Ambiental e Prestação de Contas Ecológica

A crise climática e sua urgência foram discutidas, junto com a mudança de “eco-raiva” para uma mentalidade esperançosa. Algumas iniciativas começam a aparecer especialmente na Europa em relação à conformidade ambiental e a importância de esforços éticos no varejo, destacando práticas inovadoras em reciclagem e modelos de negócios sustentáveis.

Como aplicar:

  • Recompense esforços éticos e ecológicos: ensine os consumidores a serem mais responsáveis em relação ao consumo. Ajude-os a atingir o desejado impacto ambiental positivo. Comunique seus esforços ambientais.
  • Práticas Sustentáveis de Negócios: Implementar processos de produção sustentáveis, reduzir a pegada de carbono e aumentar o uso de materiais recicláveis e renováveis.
  • Parcerias com Iniciativas Ecológicas: Colaborar com organizações ambientais para desenvolver produtos eco-amigáveis e promover a conscientização ambiental.

4. Dinâmicas Sociopolíticas e Padrões de Consumo

A dinâmica mundial como da distribuição de riqueza, tensões geopolíticas influenciam diretamente o varejo. O conceito de uma sociedade de dois níveis – polarizada e desigual, demanda transparência de preços e produtos sob medida, pensados regionalmente e adaptados. Segundo o Credit Suisse, 54% da riqueza é direcionada para os 1% mais ricos, enquanto apenas 0,7% é direcionada para parte mais pobre da população global.

Como aplicar:

  • Adaptação a Diferentes Poderes de Compra: Desenvolver estratégias de precificação e produtos que atendam tanto a consumidores de alta quanto de baixa renda – oferecendo produtos premium e opções acessíveis – além de se atentar para como desenvolver as estratégias em mercados com alto potencial e baixo potencial.
  • Cuidar da igualdade: Ativamente contribua para uma distribuição mais equalitária evitando retaliações do mercado e consumidores por uma cultura altamente gananciosa.
  • Adote uma cultura “sem fronteiras”: Faça parcerias locais, crie centros de distribuição regionais, favoreça a acessibilidade ao mercado.
  • Se prepare para o consumo intencional: Reconheça e aja sobre o fato de que os consumidores estão alinhando seus valores ao consumo – e a economia começa a se dividir com base em linhas ideológicas ou partidárias – contribuindo para o fato de que preferências de compra são influenciadas não apenas por qualidade ou preço, mas também por alinhamentos ideológicos.
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5. Tendências Futuras e Ativismo de Imaginação

Um olhar para tendências futuras, como o conceito de construção de mundo através de IA e imaginação. Isso envolve criar visões positivas do futuro para inspirar ação e mudança, enfatizando o papel da criatividade e tecnologia na formação de mundos completos e envolventes, permitindo que os consumidores se conectem mais profundamente com a marca ou o produto.

Como aplicar:

  • Incorporação de Realidades Alternativas: Explorar realidades virtuais e aumentadas para criar experiências de compra imersivas e envolventes.
  • Fomento à Criatividade e Inovação: Estimular a inovação no desenvolvimento de produtos e serviços, incentivando a colaboração com artistas e designers para trazer novas perspectivas.
  • Engajamento com Movimentos Sociais: Participar ativamente em movimentos sociais e ambientais, utilizando a plataforma da marca para promover mudanças positivas e conscientização.

Esses 5 insights nos deram uma visão abrangente das principais forças que moldam o cenário atual e futuro do varejo, desde mudanças demográficas e avanços tecnológicos até responsabilidade ambiental e fatores sociopolíticos, culminando em uma perspectiva voltada para o futuro em inovação e sustentabilidade no varejo.

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Acompanhamos uma sessão super especial na #NRF2024 com Deloitte e PepsiCo que trouxe a ênfase na importância de abordagens sustentáveis e inovadoras nos negócios, ressaltando a necessidade das empresas se adaptarem às mudanças demográficas dos consumidores, às tecnologias em evolução e aos desafios ambientais.

PEPSICO & DELOITTE

Steven Williams, CEO da PepsiCo Foods e Michael Jeschke, Deloitte na NRF 2024
Steven Williams, CEO da PepsiCo Foods e Michael Jeschke, Deloitte na NRF 2024 | Foto: Alicia Esposito (Retail Touch Points)

Não é de hoje que temos falado sobre o quanto as empresas devem assumir seu papel de protagonismo nas mudanças que desejamos ver no mundo nas questões sociais e ambientais. E é isso que a Pepsico tem feito. A companhia reforçou seu compromisso com emissões de carbono, alcançando ser uma companhia carbono zero até 2040. Para isso, foi necessária uma transformação em sua cadeia de valor e o desenvolvimento de um sistema alimentar mais sustentável. A abordagem centrada no consumidor da PepsiCo visa criar impactos positivos não apenas para os consumidores, mas também para sua equipe, clientes e acionistas, usando energia renovável, reduzindo emissões, conservando água e promovendo parcerias para práticas sustentáveis em toda a sua cadeia de suprimentos. Um compromisso assumido com os stakeholders, um passo fundamental nesse processo.

A transformação digital da PepsiCo também foi um tópico chave. A empresa tem usado a tecnologia para análises avançadas de dados e inteligência artificial para entender comportamentos e preferências dos consumidores, ajudando a personalizar produtos e estratégias de marketing. Isso faz parte de uma iniciativa mais ampla para se manter à frente no cenário digital em rápida evolução.

Fachada da fábrica da Pepsico em Itu
Fachada da fábrica da Pepsico em Itu | Foto: Divulgação

E quem ouve sobre PepsiCo e só se recorda do refrigerante que leva o nome da marca, melhor se atualizar. A PepsiCo já há algum tempo tem desenvolvido um olhar para saúde e bem-estar, diversificando seu portfólio de produtos para incluir opções mais saudáveis, em resposta à crescente demanda do consumidor por escolhas alimentares nutritivas e sustentáveis. Esta mudança não só se alinha com as tendências dos consumidores, mas também reforça o compromisso da PepsiCo em promover comunidades mais saudáveis.

Em todas essas iniciativas a empresa busca parcerias com outras empresas e organizações para impulsionar a inovação e sustentabilidade. Essas colaborações são cruciais para a troca de conhecimento, recursos e tecnologias, facilitando soluções mais eficazes e abrangentes para os desafios enfrentados na indústria de alimentos e bebidas. Afinal, como diz a máxima, “Juntos se vai mais longe”.

E nada disso acontece sem uma cultura forte e com uma liderança engajada com todas essas transformações. Os líderes da PepsiCo desempenham um papel fundamental na multiplicação de uma cultura de inovação, sustentabilidade e centralidade no consumidor, garantindo que esses valores estejam profundamente integrados nas operações e estratégias da empresa.

Mas afinal, lendo tudo isso, o que de prático você pode aplicar na sua empresa agora?

  1. Adaptar-se às Mudanças do Consumidor: Entender e responder às mudanças nas preferências e comportamentos dos consumidores, com tecnologias avançadas como análise de dados e inteligência artificial para melhor compreender e atender às suas demandas.

  2. Sustentabilidade e Parcerias estratégicas: Implementar práticas sustentáveis em operações e cadeias de suprimentos, visando reduzir o impacto ambiental. E para isso, criar um processo colaborativo com outras empresas que fazem parte da cadeia de valor.

  3. Foco no que importa: Estar atento às exigências do mercado. Muitas vezes essas exigências vão te obrigar a expandir portfólio para incluir opções que muitas vezes podem culminar na criação de uma nova unidade de negócios e uma nova fonte de receita.

  4. Cultura Corporativa Forte: Desenvolver uma cultura empresarial que valoriza a inovação, a sustentabilidade e a centralidade no cliente. Alinhar essa cultura com o propósito da empresa, seus valores e os impactos que desejam causar no mundo.

  5. Compromisso com a Sustentabilidade e questões sociais: Estabelecer metas claras para reduzir as emissões de carbono e promover a responsabilidade ambiental. Do ponto de vista social, garantir a diversidade e a inclusão no time, na comunicação e nos projetos estratégicos da companhia.

  6. Liderança Proativa: Líderes devem inspirar e conduzir a mudança, promovendo a cultura e assumem o papel de verdadeiros guardiões da execução dos projetos desenhados em inovação, sustentabilidade e transformação social.

Muitas inspirações que podem ser empregadas desde já na sua empresa. Nada melhor do que se espelhar em uma companhia global que tem feito a diferença no mundo.

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Intuitive E-Commerce

Foca na experiência de compra online aprimorada através de tecnologias emergentes como IA generativa, proporcionando experiências de compra mais intuitivas e personalizadas.

Como aplicar na prática:

  • Implementação de ferramentas de IA para personalizar a experiência de compra.
  • Utilização de realidade aumentada para visualização de produtos.
  • Desenvolvimento de assistentes virtuais que entendem as preferências dos clientes.

TikTok Economy

Destaca a influência crescente do TikTok em campanhas orgânicas que atraem consumidores mais jovens, e a evolução de plataformas de mídia social para espaços de varejo.

Como aplicar na prática:

  • Colaboração com influenciadores do TikTok para campanhas de marketing.
  • Criação de conteúdo autêntico e envolvente que ressoa com o público jovem.
  • Integração de funcionalidades de compra diretamente nas plataformas de mídia social. @streamshop

Outsmart Online

Aborda como os consumidores estão utilizando plataformas online para economizar dinheiro, refletindo uma mentalidade voltada para a economia.

Como aplicar na prática:

  • Monitoramento e gerenciamento de promoções e cupons online.
  • Adaptação das estratégias de precificação e oferta.
  • Implementação de sistemas de fidelidade mais sofisticados.

Recommerce 2.0

Foca na ascensão do mercado de revenda, impulsionado por preocupações com sustentabilidade e pressões financeiras, especialmente entre as gerações mais jovens.

Como aplicar na prática:

  • Estabelecimento de programas de revenda e troca.
  • Foco na sustentabilidade e transparência nos processos de revenda.
  • Integração de plataformas de revenda com o e-commerce tradicional.

Revamped Returns

Explora como a gestão eficiente de devoluções de produtos está se tornando crucial para a estratégia de lealdade do cliente de varejistas.

Como aplicar na prática:

  • Melhoria dos processos de devolução para serem mais eficientes e amigáveis ao cliente.
  • Utilização de análise de dados para reduzir devoluções.
  • Oferta de opções de troca flexíveis para aumentar a satisfação do cliente.

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Não é apenas o varejo como foco no cidadão médio que sofre os impactos de cenários adversos. Foi isso que Philippe Schaus, CEO da Moet Hennessy empresa de bebidas premium do grupo LVMH trouxe para a sua sessão na NRF 2024.

MOËT HENNESY

Imagem do Bar de Champagne Moët & Chandon em Harrods, projetado por Sybarite

As marcas de luxo, como a MOET, também têm sofrido os impactos da alta inflação que atinge vários mercados ao redor do mundo. Uma das estratégias utilizadas pela marca foi adaptar os preços em resposta a mudanças de custo e elasticidade do consumidor. Essa análise foi realizada de forma regional, de acordo com as demandas e condições de cada mercado. Esse processo inclusive serviu para dar o impulso de observar a performance das diferentes categorias de produtos com diversas regiões do mundo e fazer as devidas adaptações sobre investimentos em comunicação e distribuição.

Com esse cenário, a marca precisou reforçar estratégias para manter as receitas. Uma delas foi investir fortemente em aprimorar a experiência de varejo, particularmente em mercados de luxo. O objetivo foi criar ambientes imersivos, com as lojas exclusivas e bares de champagne super premium que contem a história da marca efetivamente. Mais uma vez vemos o reforço do quanto o legado e a história podem fazer parte de um storytelling que engaja consumidores trazendo-os para dentro desse contexto. Se não fizeram parte do passado, são os novos consumidores que vão construir o futuro da companhia. Estratégia que aproxima e ainda cria uma nova camada de consumidores, que passam a interagir e se conectar com ela.

Imagem do Bar de Champagne Moët & Chandon em Harrods, projetado por Sybarite
Foto: Imagem do Bar de Champagne Moët & Chandon em Harrods, projetado por Sybarite / Divulgação

Ainda com essa intenção de se aproximar, a comunicação digital, nas mídias sociais do mercado de moda se tornou benchmark para a MOET. Essa estratégia se mostrou fundamental para aumentar a visibilidade da marca, incluindo suas iniciativas de colaborações com artistas e celebridades.

Vimos um case de verdadeiro equilíbrio entre tradição e modernidade.

O que de prático você pode aplicar no seu negócio:

  1. Estratégias de Adaptação: Estabelecer de forma sistemática a gestão dinâmica de estoques e alocação de recursos com base na demanda regional e condições de mercado. Isso incluir estratégias para gerenciar a inflação, incluindo ajuste de preços e compreensão da elasticidade do consumidor – ou seja, como ele reage às mudanças de preço que a inflação pode provocar.

  2. Inovação na Experiência de Varejo: Esforços para aprimorar a experiência de varejo de luxo, criando ambientes imersivos que narram a história de um produto, e ainda melhor de uma marca que se iniciou como uma vinícola há mais de 280 anos.

  3. Engajamento Digital e nas Mídias Sociais: Uso de mídias sociais para visibilidade da marca, destacando colaborações com artistas e celebridades para aumentar o apelo e conexão com consumidores.

  4. Insights do Mercado Global: Observações sobre o desempenho de diferentes categorias de produtos em regiões específicas para tomar as melhores decisões estratégicas em cada mercado.

  5. Construção de Marcas que duram: Ênfase no equilíbrio entre tradição e modernidade no marketing de forma a valorizar o que já foi construído e criar espaço para o novo.

Às vezes a marca deve ao mesmo tempo acelerar e desacelerar. Em mercados onde podemos fazer melhor, investir. Em áreas onde o consumo e o cenário estão mais lentos, retrair os investimentos.

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No mundo acelerado do varejo, estar à frente significa buscar constantemente novas perspectivas e abraçar a inovação. Uma das maneiras mais eficazes de alcançar isso é sempre ter um olhar atento, para tudo. E isso, depois de um tempo acaba virando um hábito. Entrou numa loja? Avalie a operação, o atendimento, o storytelling. Aprenda com a experiência na prática, há anos faço isso. E garanto: faz toda a diferença.

Estamos aqui em NY com a Delegação da Gouvea Experience, para a NRF e tivemos hoje o primeiro dia oficial de visitas técnicas. E ele foi recheado de aprendizado e oportunidades de ver a prática de marcas internacionais consolidadas e até de empresas brasileiras que tem conquistado seu espaço no exterior.

Vem viajar com a gente nesses 4 cases e prepare-se para inspiração:

PatBo​

Logotipo da PATBO em acrílico / NRF 2024

A visita à loja PatBo em Nova York não só destacou a habilidade única da estilista Patricia Bonaldi em bordado manual, mas também revelou como a marca se compromete com a entrega de produtos de alta qualidade. A escolha por nichos específicos, a internacionalização com uma equipe local em Nova York, e a personalização de peças, ressaltam a exclusividade e o apelo da marca. Além disso, a PatBo fortaleceu sua presença no mercado global através de parcerias estratégicas com mega influenciadores como Beyoncé e Camila Cabello, ampliando seu alcance e reconhecimento. Essa combinação de artesanato excepcional, estratégia de mercado focada e colaborações influentes são chaves para o sucesso internacional da PatBo.

O que de prático você pode aplicar no seu negócio:

  1. Qualidade como Prioridade: Foco em produtos de alta qualidade e acabamento refinado para se diferenciar no mercado.
  2. Especialização em Nichos: Identificar e atender nichos específicos para criar uma base de clientes leais. A exclusividade do artesanato local ocupou um espaço inexplorado no mercado americano – habilidades artesanais para criar produtos únicos.
  3. Internacionalização e Equipes Locais: Explorar mercados internacionais com apoio de equipes locais para entender melhor as necessidades regionais.
  4. Personalização de Produtos: Oferecer personalização para atender às demandas de exclusividade dos clientes.
  5. Parcerias Estratégicas: Colaborar com influenciadores para ampliar alcance e visibilidade da marca.
  6. Adaptabilidade: Ser flexível para se ajustar às tendências e necessidades do mercado. Hoje a marca é conhecida principalmente em beach wear.

Tiffany & Co.

Logotipo da Tiffany & Co. na parede / NRF 2024

A visita à loja da Tiffany em Nova York, agora sob a gestão do grupo LVMH, oferece insights valiosos para os varejistas. Após uma grande reforma, a loja reabriu com um design moderno e luxuoso. Com uma mentalidade de galeria, cada andar da loja transmite a sensação de uma exposição de arte, onde até mesmo as peças inspiradas em animais ganham vida. A aquisição pela LVMH trouxe um toque francês ao modelo de negócios, tornando a marca menos americana e mais global. Com investimentos significativos, como os 500 milhões de dólares para revitalizar a loja da 5th Avenue, destacam um compromisso com a excelência e a transparência O refinamento também está presente no uso de tecnologia avançada e a diversificação em categorias de produtos em seus diversos andares. A Tiffany incorporou um café de luxo – o Blue Box Café, aumentando o fluxo de clientes e a frequência das visitas. Estratégias de marketing envolvendo celebridades também foram implementadas, incluindo trazendo de volta a figura de Audrey Hepburn, demonstrando a eficácia desse método para o reposicionamento de marca.

A abordagem da Tiffany mostra como tradição e inovação podem se aliar para criar uma experiência de varejo imersiva e luxuosa.

O que de prático você pode aplicar no seu negócio:

  1. Herança e Inovação: Combinar tradição com modernização para manter a marca relevante.
  2. Experiência de Compra: Criar espaços que proporcionem experiências imersivas, de acordo com o seu storytelling. Mesmo que isso signifique escolher um local para ser icônico e para alocar recursos significativos. No caso da Tiffany, foi transformar a loja com ambientes que se assemelham a galerias de arte.
  3. Globalização com Essência Local: Adaptar a identidade da marca para atender a um mercado global mantendo suas raízes.
  4. Estratégia de Marketing com base no legado e história da marca: Utilizar a própria história da marca para fortalecer a conexão com os clientes.
  5. Exclusividade e Parcerias: Desenvolver parcerias estratégicas e manter itens exclusivos para atrair uma clientela de alto padrão.
  6. Garantia, Confiança e Transparência: Oferecer políticas de devolução que reforçam a confiança do consumidor. Focar na qualidade e na clareza das informações sobre os produtos.
  7. Adaptação após M&A: Saber se reinventar após mudanças estruturais, como aquisições.
  8. Diversificação e Serviços: Incorporar serviços complementares, como cafés, para enriquecer a experiência do cliente e mantê-lo por mais tempo na loja com experiências significativas.

The RealReal

Logotipo da The RealReal no balcão marrom / NRF 2024

Real Real pode ser considerada a empresa que redefiniu o mercado de revenda de luxo. No último ano, passou por mudanças significativas em sua operação com o objetivo de estreitar seu foco no mercado de revenda de luxo e avançar em direção à lucratividade. Com uma valorização de US$ 205 milhões e um GMV de US$ 18 bilhões em 2022, a marca alcançou um crescimento robusto. O modelo é de consignação (os vendedores fornecem produtos que a The RealReal vende em seu nome, pagando ao consignador uma parte da venda), precificação algorítmica (algoritmos avançados para determinar o preço de venda dos produtos com base em uma série de fatores do mercado e valor de revenda), autenticação especializada (especialistas para verificar a autenticidade de cada item, garantindo a confiança e a qualidade dos produtos vendidos) além de comissionamento e estrutura adequados (estruturas otimizadas, com força de trabalho reduzida para melhoria das margens).

O tratamento do público de acordo com seu momento – ora comprador, ora vendedor – otimiza o custo de aquisição de clientes ao longo do tempo.

Em 2023, focou-se na rentabilidade, ajustando estratégias pós-IPO. Oferece até 85% do preço de venda aos consignadores, atraiu mais de 35 milhões de clientes e tem uma presença significativa em lojas físicas, destacando-se pela transparência e colaboração com as marcas.

O que de prático você pode aplicar no seu negócio:

  1. Foco em Nicho de Luxo: Especializar-se em um segmento específico, como o luxo, pode criar uma base de clientes fiéis.
  2. Autenticação Rigorosa: Investir em processos de autenticação pode aumentar a confiança do consumidor e o valor da marca.
  3. Evolução do Modelo de negócios e otimização: Reduzir custos operacionais, como o fechamento de lojas, pode ser necessário para sustentabilidade financeira, além de evoluir o modelo de negócios e a estrutura de comissão para aumentar as margens de lucro.
  4. Desafio de Inventário: Gerenciar eficazmente a aquisição e renovação de inventário é crucial.
  5. Resposta ao Feedback: Ouvir e adaptar-se às necessidades e reclamações dos clientes.
  6. Uso de Dados: Empregar análise de dados para informar decisões de negócios e precificação.
  7. Expansão Cautelosa: Desenvolver cuidadosamente a presença online e física.
  8. Preparação para Consolidação: Estar pronto para mudanças rápidas no mercado e oportunidades de consolidação.

Swarovski

Logotipo da Swarovski / NRF 2024

Mais uma visita, agora na Swarovski em que o destaque foi a revitalização de marca e a sua expansão estratégica. A loja, com um design que reflete uma experiência sensorial e celebra a identidade da marca através de cores e texturas vibrantes inspiradas na natureza e nas pedras preciosas, conta com espaços que inspiram a autoexpressão e nos transporta para dentro de uma caixa de joias gigante.

A marca diversificou seu portfólio com decoração e parcerias, o que refletiu em um crescimento significativo, com aumento de vendas e forte presença online.

Além de sua icônica loja na 5th Avenue, a marca exibe uma postura digitalmente progressiva, com uma robusta plataforma online que complementa sua experiência de varejo físico. Assim como a Tiffany, a Swarovski continua a encantar com suas coleções e instalações artísticas, atraindo um público que valoriza tanto a arte quanto a moda. Esta abordagem multifacetada serve de inspiração para os varejistas nacionais com uma perspectiva sobre como harmonizar elementos históricos e contemporâneos para criar uma identidade de marca única e atraente no mercado global.

O que de prático você pode aplicar no seu negócio:

  1. Integração de Design e Experiência: Criar lojas que proporcionam uma experiência imersiva, combinando design criativo com a identidade da marca.
  2. Inovação de Produto: Continuar a inovar e diversificar o portfólio de produtos, porém mantendo-se fiel à herança da marca enquanto adapta-se às tendências atuais.
  3. Expansão Online: Fortalecer a presença online e integrá-la com a experiência de varejo físico.
  4. Engajamento do Cliente: Fomentar a autoexpressão e a conexão emocional com os clientes.
  5. Marketing Dinâmico e VM: Utilizar campanhas de marketing inovadoras para se destacar.
  6. Adaptação Cultural: Posicionar a marca de maneira a ressoar com diversos públicos globais.
  7. Reafirmação de Herança: Manter a essência da marca ao mesmo tempo em que se adapta ao mercado contemporâneo.

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Então, o que achou? Essas foram apenas 4 das visitas realizadas ontem e que já trouxeram bastante aprendizado. O dia foi intenso e temos muito ainda para compartilhar. Então, fique com a gente que amanhã tem mais!

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Existem diferentes estratégias que antecedem a abertura do negócio e que vão garantir um melhor desempenho comercial futuramente. Um exemplo é o fluxo de pessoas e, especialmente, o fluxo do público-alvo da marca.

O fluxo de pessoas refere-se à movimentação populacional em determinado lugar, o que vai influenciar a visibilidade e acesso do público-alvo ao negócio. Mapear previamente o fluxo de pessoas de uma região garante um planejamento mais acertado, principalmente durante planos de expansão.

Qual a importância do fluxo de pessoas?

O fluxo de pessoas e mais especificamente, fluxo de potenciais consumidores de determinado produto ou serviço, é influenciado por um conjunto de fatores que antecedem a abertura do negócio.

Eles incluem a presença de transporte público no local, malhas viárias, instituições próximas, como universidades, pólos empresariais, áreas turísticas, comércio local ou pólos especializados (como o Brás, em São Paulo).

Assim, um local já terá um conjunto de características de infraestrutura que determinará qual o fluxo de pessoas consolidado naquele espaço.

Ser capaz de mapear o fluxo de pessoas permite avançar para o passo seguinte, que é posicionar seu negócio em um local estratégico que seja frequentado pelo seu target, ou seja, potenciais consumidores da sua marca.

Entender que o negócio também pode ser relevante geograficamente para o público-alvo é uma forma de ir além das estratégias tradicionais de posicionamento de marca.

Em geral, elas desconsideram informações georreferenciadas fornecidas pelo mercado consumidor e que podem ser processadas em altas quantidades atualmente por meio das ferramentas de análise de dados.

Sortimento e precificação

Quando você está avaliando se um ponto comercial é relevante para sua franquia ou rede de negócios, um primeiro aspecto a ser avaliado é se seu sortimento e precificação são condizentes com o que seu público espera naquele local.

Por exemplo, mesmo que atendam ao mesmo público-alvo, o consumidor vai buscar por uma cafeteria, academia e loja de roupas em momentos diferentes do seu dia.

Assim, entender como o sortimento de produtos disponibilizados é relevante para o público inclui ser capaz de mapear em quais momentos do dia ele transita naquela região e quais experiências espera

Mapeamento do público-alvo

Como visto anteriormente, a região na qual será aberta a nova filial ou um negócio já deve concentrar determinado público-alvo.

Esse público pode oscilar durante períodos do ano, como durante as férias, e até mesmo durante o dia, de acordo com horários de entrada e saída de alunos e trabalhadores.

Conhecer essas variáveis permite um planejamento mais acertado do negócio, criando melhores oportunidades de vendas para atender ao fluxo de pessoas que corresponda ao seu target naquela região.

Planos de expansão

Se você está gerenciando um plano de expansão de uma franquia, conseguir avaliar estrategicamente onde se encontra seu público-alvo é fundamental para resultados mais sólidos futuramente.

Como as diretrizes da marca são pré-estabelecidas no que se refere ao público-alvo, sortimento e precificação, é fundamental entender que não é o fluxo de pessoas que deve se adequar ao seu negócio, mas o contrário, você que deve ser capaz de encontrar seu público-alvo no espaço urbano.

Uma possibilidade para encontrar um local que atende aos requisitos referentes ao fluxo de potenciais consumidores da marca é mapear as características de unidades de sucesso, buscando referências comuns no novo ponto avaliado.

Como saber o fluxo de pessoas?

Existem diferentes estratégias que podem ser empregadas para conhecer o fluxo de pessoas e potenciais consumidores de uma região, entretanto, elas podem variar em nível de precisão.

Um primeiro aspecto é considerar a infraestrutura presente no ponto comercial avaliado, incluindo:

  • acesso ao transporte público, o que impacta a circulação de pessoas no local;
  • estacionamento fácil para quem visita o local;
  • acessibilidade para pedestres, com calçadas amplas e faixas;
  • acesso de carros, sendo que vias de trânsito rápido são mais interessantes para grandes varejistas, enquanto pequenos e médios negócios beneficiam-se avenidas comerciais e vias arteriais que distribuem o trânsito para os bairros e são mais acessíveis;
  • comércios locais, pois eles já atendem ao público local pretendido e podem contribuir no entendimento das características de consumo da região;
  • instituições, sendo que a presença de universidades, escolas, pontos turísticos ou empresas influencia diretamente o fluxo de pessoas no local;
  • população economicamente ativa, que consiste em mapear quem são as pessoas que se engajam no consumo naquela região.

Essas diferentes variáveis impactam o fluxo de pessoas no ponto comercial e, consequentemente, na circulação de pessoas que podem comprar seus produtos ou serviços..

Apesar de ser possível fazer esse mapeamento do fluxo de pessoas com práticas mais informais, como visitar o local em diferentes horários e contagem de pessoas, ferramentas específicas oferecem mais precisão e confiabilidade nesse mapeamento.

Geomarketing

geomarketing inclui as práticas de marketing que usam informações espaciais na estruturação das estratégias comerciais do negócio.

O geomarketing pode ser aplicado para mapeamento mais acertado do fluxo de pessoas de uma região, contribuindo na tomada de decisão do ponto comercial ao ajudar a identificar se seu público está presente naquele espaço.

Reunindo diferentes métricas geoespaciais como de trânsito, mapas viários, zonas residenciais e comerciais, instituições, sazonalidades e outras, uma ferramenta de geomarketing será mais precisa e confiável na identificação do ponto comercial ideal.

A ferramenta é particularmente relevante para franquias e empresas em um processo de plano de expansão.

Esses negócios precisam encontrar o ponto comercial ideal considerando as variáveis geoespaciais e também seu próprio histórico de desempenho de outras unidades.

Uma vez que esses negócios já têm bem estabelecido qual o seu público-alvo, a ferramenta de geomarketing ajuda a identificar as melhores oportunidades na cidade de acordo com um vasto conjunto de variáveis.

Para encontrar não apenas as zonas com maior fluxo de pessoas, mas o fluxo do target na região, é indispensável contar com a assessoria e experiência de uma consultoria especializada.

A consultoria contribui estrategicamente na efetividade do plano de expansão ao ajudar na definição do perfil do ponto comercial ideal para implantação das unidades de acordo com dados históricos e análises segmentadas.

Assim, o fluxo de pessoas e do target da marca mostram-se como variáveis centrais na estruturação mais estratégica e acertada de planos de expansão de franquias, viabilizando maiores chances de sucesso comercial por meio de tomadas de decisões direcionadas por dados.

Se você deseja expandir seu negócios com modelos inovadores e formatos que geram resultado, conte com o Grupo BITTENCOURT nessa jornada.

O modelo de franquias é lançado para o mercado na ABF Expo Franchising 2023

O Grupo Carrefour Brasil, maior varejista e empregador privado do país, anuncia a sua entrada no mercado de franquias com projeto desenvolvido pelo Grupo BITTENCOURT.

Os mercados de proximidade e conveniência têm ganhado cada vez mais relevância no Brasil e estar perto do consumidor se tornou um diferencial competitivo importante. Os formatos “come to me retail” entraram de vez na pauta estratégica dos varejistas, afinal o consumidor passou a ter a expectativa de que as marcas cheguem aonde quer que ele esteja.

 

De olho nessa tendência, o Grupo Carrefour Brasil buscou a expertise do Grupo BITTENCOURT para estruturar todo o processo de franchising da marca Express, estratégia escolhida para a expansão do negócio de forma rápida e escalável.

“Realizamos estudos de mercado robustos e nos utilizamos da experiência de modelos de negócios internacionais, como os que vemos nos Estados Unidos, França e Suíça, e concluímos que o modelo de negócio precisava ser revisitado. Era preciso ganhar ainda mais modernidade para atender as exigências de um consumidor sedento por conveniência. Ao mesmo tempo, não bastaria um conceito incrível aos olhos do cliente, mas que não permitisse a escalabilidade. Fizemos a estruturação das operações para que fossem ainda mais inteligentes e com maior eficiência”

FOTO CARREFOUR BITTENCOURT

O Carrefour Express está presente no país desde 2014, com unidades concentradas na região metropolitana de São Paulo, mas o conceito e modelo de negócio foram repensados para que a expansão pelo modelo de franquias se tornasse possível e chegasse a outras localidades.

 

A experiência do consumidor na loja foi uma das diretrizes para o projeto arquitetônico que foi de responsabilidade da empresa Aquadrado Arquitetura.

“Criamos um projeto arquitetônico que pudesse gerar uma experiência gratificante para o consumidor. Precisávamos concretizar a estratégia criada pelo Grupo Carrefour Brasil em conjunto com o Grupo BITTENCOURT e desenhar um ambiente acolhedor e integrado ao bairro em que está localizado, pensando em nos novos espaços para convivência definidos para o novo conceito desenvolvido pelo Grupo BITTENCOURT, como preparo de café, consumo no local de refeições prontas, recarregar o celular e, até mesmo, a possibilidade de personalização das fachadas por artistas locais. Tudo isso para que o negócio estivesse mais integrado à vida de quem visita a loja”,

Outro ponto importante foi a criação de um espaço para divulgar as iniciativas do Grupo Carrefour Brasil no contexto da sustentabilidade e responsabilidade social, fortalecendo os laços de confiança entre a marca e consumidor

“O projeto para o Carrefour Express, em parceria com o Grupo BITTENCOURT, enfatiza o poder da colaboração estratégica e do pensamento inovador. Nosso objetivo mútuo é fazer com que a marca chegue em novos locais e oferecer a oportunidade para empreendedores que desejam atuar no varejo alimentar com processos bem definidos, apoio operacional e principalmente com marca forte e consolidada mundialmente. Além disso, varejistas locais terão a oportunidade de converterem seus negócios para a bandeira Carrefour Express”,

Todas as novidades estão sendo apresentadas no estande do Carrefour Express e no estande do Grupo BITTENCOURT durante a feira ABF Franchising Expo 2023, que ocorre entre os dias 28 de junho e 1 de julho, no Expo Center Norte.

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Pensar na qualidade dos processos em uma empresa é pensar na continuidade do negócio, na saúde das operações e nas possibilidades de crescimento seguro e consistente. Nesse sentido, é importante entender como criar processos na empresa e também como otimizá-los, dentro da estratégia já utilizada.


Para criar processos na empresa, é fundamental examinar as questões necessárias de forma coerente e aprofundada em busca de melhorias reais no dia a dia. Além disso, ao considerar o crescimento e a replicação dos processos para garantir a escalabilidade, é fundamental também garantir a saúde desses processos. Ou seja, eles precisam estar “vivos” e sempre atualizados de acordo com o que está em prática na empresa.

O que são processos?

Processos são conjuntos de atividades repetíveis e sequenciais que servem para produzir um fim, um determinado resultado. Podem ser partes de um projeto, com gestão de orçamento, gestão de responsabilidades e um período definido. Também podem ser atividades diárias e contínuas que fazem parte da operação de uma companhia.


Processo é simplesmente uma forma de executar uma tarefa, uma lógica de organização para aproveitar recursos em prol de um objetivo específico. Se os processos são bem estruturados e gerenciados com cuidado, a empresa ganha com inúmeros benefícios como aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade e satisfação do cliente.


Por outro lado, se os processos são mal gerenciados, podem gerar confusão, desperdício de recursos, retrabalho e insatisfação do cliente. Cada empresa tem processos específicos de acordo com sua função no mercado. Indústrias, por exemplo, têm processos associados à produção de um item, enquanto outras áreas têm processos diferentes e específicos, como RH e finanças.


É importante que os processos estejam estruturados e seu fluxo definido para garantir a eficiência e a eficácia das operações. Para isso, é necessário mapear, formalizar e padronizar os processos. O mapeamento consiste em descrever todas as etapas envolvidas em um processo, identificando seus pontos de partida, chegada, responsáveis e entregáveis. Já a formalização e padronização dos processos visam definir as regras, responsabilidades, procedimentos e fluxos, tornando-os mais claros e objetivos.


Uma vez que os processos estão mapeados e formalizados, é importante que os colaboradores sejam treinados e capacitados para executá-los de forma correta e eficiente. O treinamento pode envolver desde a demonstração prática dos processos até o fornecimento de manuais e guias de instruções. Além disso, é necessário monitorar e avaliar continuamente os processos para identificar oportunidades de melhoria e garantir que eles estejam sempre alinhados com as necessidades do mercado e da empresa.

Você também pode se interessar: tudo sobre compliance!

O que são processos

Importância e benefícios em ter processos bem estruturados


A importância de estruturar os processos de uma empresa não pode ser subestimada. É fundamental ter uma visão clara dos processos, incluindo o desenho da sequência de atividades, bem como revisá-los regularmente em busca de melhorias. A padronização dos processos é uma estratégia eficaz para mapear as operações e definir padrões replicáveis, o que facilita a criação de processos na empresa e contribui para o sucesso do negócio.


Nesta seção, a ideia é comentar a importância e os benefícios de estruturar muito bem os processos de uma empresa. Ou seja, abordaremos a necessidade de ter uma visão clara dos processos, do desenho da sequência de atividades, bem como de revisá-los sempre em busca de melhorias.


Nesse sentido, estamos falando de ações como a padronização dos processos, uma estratégia que visa analisar o mapeamento das operações para definir padrões replicáveis. 


Assim, fica mais fácil entender como criar processos na empresa, de modo a agregar bons resultados a algo que já está bem definido. 


Confira os benefícios.

Agilidade


Um dos principais benefícios que podemos destacar é a agilidade operacional. Processos padronizados, bem estruturados e organizados permitem acelerar o fluxo de trabalho, o que é particularmente importante em negócios emergentes. 


Se o tempo é uma variável importante, como em muitos negócios mais emergentes, essa ação de gestão viabiliza tratar essa questão com excelência.


Ou seja, é possível organizar o dia a dia em todas as frentes, dos processos mais importantes aos mais simples, de modo que a empresa ganhe tempo e se destaque ao:

  • oferecer serviços mais rápidos aos seus clientes;
  • um time to market menor;
  • entregas mais ágeis;
  • resposta mais rápida para stakeholders;
  • entre outros.

Melhor controle


U
m controle mais estrito das operações e do que está sendo feito internamente, é imprescindível para saber como criar processos na empresa e como estruturá-los. 


Essa abordagem favorece uma gestão mais consistente e segura, permitindo que os líderes administrem a empresa de perto e evitem problemas. Dessa forma, é possível manter o controle das operações em todos os níveis da organização e garantir uma gestão eficiente. 

Redução de custos


Processos seguros e ágeis representam menos gastos, começando pela eficiência no consumo de recursos. 


Com o tempo, a empresa aprende a otimizar seus próprios recursos, resultando em menos despesas e melhores resultados de qualidade. 


Isso também passa por um cuidado para evitar desperdícios e perdas de tempo. Se um processo não se alonga muito e é executado de forma ágil e fluída, a empresa não precisará se preocupar com despesas excedentes relacionadas a ele. 


A partir da melhoria em um processo de uma área, é possível replicar a estratégia de gestão e melhorar em toda a empresa, de modo a conseguir economias importantes. 

Identificação de gargalos


A gestão de processos é uma ferramenta que possibilita detectar gargalos e pontos de atenção que tornam as operações burocráticas e complexas demais.


Com essa abordagem, é possível eliminar pontos falhos que prejudicam a continuidade do trabalho geram uma ociosidade desnecessária e afetam os prazos. Essa análise inteligente ajuda a garantir que os processos sejam executados de forma eficiente e aprimoram o desempenho da empresa.

Como criar processos passo a passo

Como criar processos na empresa: passo a passo


Depois de tudo o que comentamos, vamos continuar na questão principal deste conteúdo: como criar processos na empresa.


Criar um processo é gerar uma nova forma de fazer algo, o que pode ser, em alguns casos, criar ainda mais burocracia. Contudo, se você seguir as dicas abaixo, é possível definir novas operações sem burocratizar ainda mais o dia a dia.


Quando se pensa em estruturar e desenhar processos com a visão no lugar certo, a empresa consegue organizar ainda mais as operações do dia a dia, e não gerar ainda mais gargalos e demora.


Um bom fluxo para a criação de processos está a seguir:

  1. Identifique os processos existentes: comece identificando todos os processos que já existem na empresa. Isso inclui todas as etapas envolvidas em cada processo, bem como as pessoas envolvidas.
  2. Analise os processos: uma vez que você tenha identificado os processos existentes, é hora de analisá-los em detalhes. Identifique quais são as etapas críticas, onde os gargalos ocorrem e onde os processos podem ser melhorados.
  3. Documente os processos: para que todos na empresa entendam os processos, é importante documentá-los em detalhes. Crie fluxogramas, descrições e manuais de instruções que explicam claramente cada etapa do processo.
  4. Padronize os processos: a padronização dos processos é importante para garantir que todos na empresa saibam exatamente como executar cada tarefa. Defina padrões para cada processo e certifique-se de que todos os funcionários os sigam.
  5. Implemente os processos: uma vez que você tenha documentado e padronizado os processos, é hora de implementá-los na empresa. Certifique-se de que todos os funcionários sejam treinados adequadamente e de que os processos sejam monitorados para garantir que estejam funcionando corretamente.
  6. Monitore e revise os processos: por fim, é importante monitorar e revisar regularmente os processos para garantir que eles estejam funcionando de forma eficiente e eficaz. Faça ajustes sempre que necessário para melhorar a eficiência e garantir que os processos estejam sempre atualizados.Então, defina responsáveis e estratégias para execução, sempre pensando nos padrões de qualidade.


Por fim, nunca esqueça de revisar constantemente os processos a fim de instituir melhorias consistentes e replicáveis. 


Saiba como vamos te ajudar na formatação de franquias e em processos relacionados!

Conclusão


Para entender como criar processos na empresa, é preciso assimilar a importância de processos bem estruturados. Depois disso, a organização é capaz de desenhar e esquematizar novas tarefas e etapas, de modo que isso seja um benefício a mais, e não um problema. 


É sempre importante ter uma visão mais ampla, que considere também padrões de qualidade para manter a excelência.