Grupo Bittencourt
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O varejo está sempre em busca de formas para melhorar suas operações e aumentar as vendas. Um aspecto muito importante nessa busca, é a experimentação de novos formatos para as operações. E isso pode incluir tanto a redução quanto a ampliação do espaço e claro, agregar funções para a loja.

Nesse estudo constante da eficiência aliado à experiência nos espaços físicos, a estratégia tem que contar com um olhar claro sobre como o espaço afeta a jornada do consumidor, uma vez que hoje os pontos de contato são os mais diversos possíveis e adicionar “funções” à loja pode efetivamente melhorar a experiência do consumidor.

Algumas das perguntas que sempre ouvimos quando estamos discutindo estratégias de expansão e desenvolvimento de novos conceitos, passa por questões como: como aproveitar melhor os espaços, como melhorar a experiência e incrementar a lucratividade, qual formato melhor responde à estratégia de expansão e qual impacto pode ter no desenvolvimento do negócio no longo prazo etc.

Na prática, a flexibilidade de formatos é um componente chave para maximizar o sucesso e a expansão de uma empresa independentemente do segmento e a da estratégia de atuação nos diferentes mercados e para diferentes públicos

Se pensarmos apenas em formatos, de forma resumida, essa flexibilização permite:

– Para lojas menores: minimiza o impacto em determinado mercado, identificando os locais ideais para atingir o consumidor e melhorar o posicionamento de uma marca – tudo com custos reduzidos. Além disso, a redução dos espaços não pode significar redução também na oferta de produtos ou experiência de compra prejudicada. Na prática, abre-se a possibilidade de integrar canais, trazer novas abordagens para apresentação do portfólio completo da marca, e um repensar sobre equipes e funções no ponto de venda, para dizer apenas alguns.

– Para lojas maiores: há mais espaço para desenvolver conceitos experimentais e até criar recursos avançados de distribuição. Além disso, há maior possibilidade de explorar experiências, seja com o produto ou com o conceito do negócio, agregando serviços, tecnologia e maior possibilidade de explorar “o conceito” da marca e a conexão emocional com o consumidor.

Sempre digo que os varejistas têm várias formas de otimizar sua presença física, e engana-se quem pensa que trata-se apenas de escolher um ponto para o seu negócio – isso parece conversa de outro tempo da história do varejo. A variação de formatos e tamanhos de lojas é um grande trunfo para que as marcas se concentrem em trazer os produtos certos para seu público-alvo e aumentar o impacto de cada local.

Atualmente, há diversos caminhos que o consumidor pode seguir para adquirir um produto ou serviço:

  • Pesquisar na internet e comprar na loja física (ou o contrário);
  • Comprar na internet e retirar na loja física;
  • Comprar por celular, computador, aplicativos e até por voz.
  • Comprar pelas redes sociais ou plataformas de live commerce
  • Imergir no metaverso e viver experiências sensoriais diversificadas
  • Comprar produtos de segunda-mão na própria loja e muitos outros.

Isso tudo é viabilizado pela tecnologia, que oferece todo o suporte à interação de clientes com as marcas, em diferentes plataformas. Há quem diga que o universo digital vai ser uma ferramenta para lidar com o mundo físico, e isso não pode ser mais verdade. Cada vez mais a tecnologia se insere nas nossas vidas criando conveniência e nos ajuda a economizar tempo para as mais diversas atividades reais e cotidianas. Físico e digital se unem e acabam gerando um looping infinito.

E por conta disso, não dá para dizer que a loja é apenas um canal de vendas. Ela hoje tem amplas funções e por conta disso, ganha ainda mais relevância na estratégia das marcas. Ela se tornou uma plataforma para engajamento e aquisição de clientes por meio de programas de relacionamento, atração de comunidades, prestação de serviços, passou a ser local para educação do consumidor, e até mesmo se tornou uma grande plataforma de mídia.

Esse repensar dos papéis, formatos e conceitos das lojas e outros pontos de vendas é pauta das empresas que desejam se manter relevantes e perenes no mercado com uma boa gestão. As possibilidades de como explorar esses diferentes cenários e extrair o melhor de cada um são muitas e podemos estar juntos nessa jornada.

Você também pode se interessar: como a influência se tornou um direcionador de venda para as marcas.

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

Como muitos de vocês devem estar acompanhando, as mentes do varejo estiveram reunidas nessa semana em Nova Iorque para mais uma NRF Big Show.

Os temas como tecnologias emergentes, crescimento da população, mudanças de comportamento do consumidor, demanda por serviços e experiências tem direcionado as marcas para um processo de repensar a forma com que conduzem seus negócios para se manterem competitivas. Nessa nova era do varejo, as marcas mais inteligentes estão evoluindo de apenas vender produtos para criar valor e gerar experiências personalizadas e realmente significativas.

Eu acabo indo para o evento com um viés de desenvolvimento de negócios e expansão, e ouvi atenta à palestra do CEO da Whole Foods, Jason Buechel. Entre outros temas, ele falou sobre o quanto estão confiantes na estratégia de expandir os negócios por meio da abertura de novas lojas, diversificação de formatos e repensar de conceitos. E acredito muito nessa tríade para a evolução e crescimento das empresas, uma vez que abre novos mercados, alcança-se uma nova camada de consumidores e oferece a possibilidade de explorar novas fontes de receita.

Com uma marca tão significativa apostando suas fichas na abertura de novas lojas físicas (enquanto outras estão fechando) é um bom sinal. Além dos benefícios “tradicionais” da expansão, como falei acima, o repensar dos formatos também tem sido importante para o varejo.

Algumas marcas já tem seu mercado saturado quando considera modelos tradicionais de lojas, e formatos já consolidados. Ao repensar uma estratégia de expansão com base no desenvolvimento de novos formatos de lojas abre-se a oportunidade de ingressar em mercados antes considerados de baixo potencial que antes não comportavam uma estrutura tradicional do negócio. Novos formatos compactos, eficientes e rentáveis que entreguem uma jornada de consumo fluida e interessante par ao consumidor podem ser o ponto de virada para acelerar a expansão, além de representarem otimização de recursos e modernização dos processos operacionais.

Esses pequenos formatos de lojas têm sido também importantes para garantir a eficiência logística das marcas que operam no modelo omni, servindo como pontos de retirada e de entrega facilitada para os consumidores do digital.

Do ponto de vista da revisão dos conceitos, os benefícios vão além. Lojas inovadoras, focadas em entrega de experiência, serviços, curadoria de produtos, um bom storytelling, experiência de compra superior que entrega solução e não apenas uma transação, estão mais propensas a atrair a atenção dos consumidores por entenderem melhor suas necessidades e preferenciais pessoais.

Conceitos pensados para oferecer esse pacote de benefícios geralmente tem a tecnologia como aliada para oferecer informações relevantes para o consumidor tomar sua decisão de compra e para o varejista para conhecer melhor quem está comprando. Conceitos que são compostos entre outras coisas por um mix equilibrado entre design, inteligência de operação e tecnologia.

Então como falei, fiquei bem animada ao ver que o direcionamento estratégico para a expansão da Whole Foods está em linha com o que temos conversado há alguns anos com nossos clientes. A expansão não pode ficar limitada aos mercados tradicionais, nem aos modelos consolidados do negócio. Novos mercados podem ser identificados, novas camadas de consumidores, uma nova proposta de valor pode ser criada a partir de um redesenho do conceito do negócio. E como resultado, colhemos lealdade e conexão com os consumidores e melhores resultados. 2023 está apenas começando, quero saber quem vem comigo para essa jornada!

O e-commerce já era realidade antes da pandemia e no decorrer dela, as experiências com o live commerce ficaram mais acessíveis e porque não, necessárias. Com sua aceleração diante da facilidade para comprar os mais diferentes produtos e serviços, demandou como nunca o uso da tecnologia e inovação para atrair e fidelizar consumidores. Os 3, aliás, estão super conectados e os consumidores querem que isso se traduza em atendimento ultra personalizado, mas como fazer isso?

Em 2022, o Brasil registrou o maior crescimento no ano em e-commerce dentre toda a América Latina, segundo dados da empresa Retail X, no levantamento Latin America 2022. Por aqui, a receita das vendas cresceu US$ 8,1 bilhões em 2022 em relação ao ano anterior.

Os resultados são ótimos, mas sabemos que o consumidor tem altas expectativas e, para fidelizá-lo, é preciso oferecer uma experiência fantástica, tanto no ambiente físico quanto digital, além de oferecer flexibilidade e simplicidade. As melhores tecnologias, aliadas a estratégias certeiras podem levar ao cliente certo e à conversão.

Para falarmos apenas de alguns requisitos básicos para se chegar a esse consumidor no digital, consigo listar: site impecável e responsivo, plataformas inteligentes, gerenciamento e curadoria de conteúdo, de catálogo, análise de dados, gestão de pedidos, logística, entre mais uma série de coisas.

A boa notícia é que é possível entregar experiências personalizadas e com alta taxa de conversão aos clientes se associarmos métodos ágeis e tecnologia de forma integrada. Desta forma, é possível criar vínculos com a marca, confiança do consumidor e retenção por um longo período.

A seguir, destaco algumas dicas com base no que tenho visto no ambiente digital e estratégias para vender mais. Vale a pena se inspirar!

1. Invista em uma solução fácil de escalar e flexível

É importante apostar numa solução que consiga escalar, dependendo da demanda. O que significa, uma inteligência que possa ampliar ou reduzir a oferta, de acordo com o aumento ou baixa na demanda. A flutuação da demanda é incrivelmente volátil atualmente, e a inteligência por trás dessa característica de consumo pode significar a otimização de recursos.

2. Use a IA a seu favor para converter

Você precisa dar uma mãozinha ao consumidor para descobrir aqueles produtos que atendem melhor ao que desejam – aliar o que chamamos de discovery commerce com eficiência de curadoria. Para isso, recomendações personalizadas são o caminho!Para operações mais complexas, o uso de  recursos avançados de Inteligência Artificial e Machine Learning podem ajudar e muito..

3. Crie experiências únicas para o cliente

Já faz tempo que os consumidores não buscam apenas a transação comercial, eles querem viver experiências. Por isso mesmo, considero a importância de experiências personalizadas de compra, que considerem preferências, interesses e histórico de compras. Boa parte dos clientes tende a comprar mais quando recebe uma recomendação de uma empresa que conhece seu histórico de pedidos e envia sugestões com base nisso.

4. Conveniência e acesso fazem toda a diferença

Hoje em dia, os consumidores buscam a possibilidade de fazerem compras rápidas de qualquer lugar ou dispositivo, especialmente celulares. 

Sendo assim, uma plataforma de vendas digitais precisa ser bem estruturada, oferecendo fácil navegação em dispositivos móveis e uma boa experiência de compra. Estar atento aos dispositivos de voz, também é importante, já que as novas gerações já estão habituadas a conversar com os mais diversos dispositivos, inclusive para fazer compras!

5. A operação precisa ser otimizada com tecnologia unificada

Uma das maiores dificuldades da operação, seja do varejo ou do ecommerce, é lidar com sistemas legados – ou seja, sistemas que já existiam na companhia e que oferecem barreiras para a integração com outras plataformas mais modernas. Então, sempre que possível, utilizar uma tecnologia que oferece diversas soluções em uma única plataforma passa a ser mandatário (e também um desafio).

6. Consistência: Uma jornada integrada faz toda a diferença

A boa experiência da compra online é resultado também de canais integrados – isso ajuda a gerar experiências memoráveis e que engajam. Um bom trabalho em mídias sociais pode ser eficiente para gerar interações (incluindo entre clientes e que é chamado de “advogados” da marca – aqueles consumidores que acabam sendo os defensores da marca e influenciando outras pessoas) ou entre a própria empresa e consumidores.

Outra necessidade básica é investir na integração total dos canais de venda, permitindo que a compra seja feita online e retirada na loja física, por exemplo. Para que dê bons resultados, essa experiência deve ser fluida.

7. Dados coletados, devem ser usados

Dados são muito valiosos, se bem usados. Ter acesso aos dados do cliente é a parte simples do processo, usá-los de forma a beneficiar o negócio é onde mora a complexidade. Eles representam uma oportunidade de cativar o cliente, identificar oportunidades de venda, explorar inovações de produtos e identificar oportunidades ainda não percebidas.

Uma boa análise de dados, que consiga separar o que é valioso do que pode ser descartado, é mandatória.

8. Live commerce a próxima fronteira

E não dá para falar de e-commerce sem citar o live commerce. A tecnologia que alia a experiência do mundo físico com o ambiente digital, oferecendo personalização da oferta, proximidade e conexão em tempo real, tem sido considerada a maior evolução do modelo de negócio em e-commerce.

Trazer inovação para o modelo não é tarefa fácil, porém possível. Os desafios são grandes, mas as oportunidades compensam pelos resultados. O futuro do e-commerce (e do live commerce) é altamente promissor. Diante de toda a tecnologia disponível, as possibilidades de se destacar nessa área são muitas. Que tal em 2023 apostar nisso?

Você já ouviu falar em Inovabilidade? Este termo, que é relativamente novo, vem do inglês Innovability. O conceito associa inovação e sustentabilidade na geração de produtos e serviços de uma empresa, promovendo estratégias de desenvolvimento competitivo, rentável e com responsabilidade socioambiental.

Com a crescente busca de empresas por ações ESG – além da cobrança de investidores e do mercado como um todo – a inovabilidade se torna um dos pilares para os negócios, independentemente de seu porte. 
Isso porque trata-se de um valor que pode ser aplicado a qualquer negócio, porém faz parte dos princípios das empresas de grande e pequeno porte por necessidades diferentes, que são:

  • Nas grandes empresas: chega para aperfeiçoar processos, mitigar impactos ou melhorar fluxos de operação
  • Nos micro ou pequenos negócios, a inovabilidade costuma ser um valor que já nasce com a empresa, trazendo impacto social e resolvendo dores que já foram do próprio dono.

Sabemos que o Brasil é, atualmente, um celeiro de inovações, mas ainda estamos muito distantes dos países mais inovadores do mundo, sabia? Neste quesito, a Suíça lidera, seguida por Suécia, Estados Unidos, Reino Unido e Coreia do Sul.

O Brasil ocupa apenas a 57ª posição, segundo a World Intellectual Property Organization (WIPO). Nossos pontos de melhoria estão em instituições, infraestrutura e ambiente de investimento – o que representa um potencial imenso para crescermos economicamente de forma sustentável e nos tornarmos uma das maiores economias centradas em impacto social do mundo. 

A inovabilidade só traz vantagens às empresas, começando pela inovação, perenização e possibilidade de crescimento. É boa também para o planeta, pois regenera, fortifica e pereniza.

Quer entender como algumas empresas colocaram em prática os conceitos de inovabilidade? Podemos citar organizações como Suzano, Enel e O Boticário, pra começar.

Na Suzano, a inovabilidade está diretamente ligada à ambição da companhia de ser uma empresa regenerativa, que quer trazer produtividade na sua cadeia, de ponta a ponta. Seu objetivo é gerar diferencial competitivo a partir das necessidades dos clientes e de novas formas de uso e aplicação de seus insumos.

Para fazer isso, a Suzano tem um planejamento estratégico composto por três níveis, contemplando Visão de Longo Prazo, Ambições e Batalhas de Médio Prazo. No primeiro nível, a visão considera um período de 10 a 15 anos.

Parte da iniciativa já foi conquistada, pois a empresa antecipou o compromisso de remover 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera de 2030 para 2025. Além disso, avaliou quase mil startups, nove projetos-prova de conceito, elegeu mais de 50 embaixadores de inovação aberta e criou mais de 40 iniciativas de inovação aberta em toda a sua cadeia produtiva.

Já na Enel, o grupo se conectou aos melhores ecossistemas de inovação do mundo, explorando continuamente novas oportunidades para inovar nos negócios tradicionais e criar novos negócios valiosos que sejam sustentáveis a longo prazo para a Enel e para todos ao redor.
Em 2017, a empresa implementou o Open Innovability, uma plataforma de crowdsourcing na qual necessidades tecnológicas e desafios da empresa são publicados com regras, deadlines e recompensas definidas.

São mais de 600 colaborações, 250 ideias transformadas em scale up e 9 hubs de inovação!

No caso do O Boticário, as iniciativas na direção de Inovabilidade incluem Boti Recicla, Produtos Veganos, Cruelty Free, Loja Sustentável e Fundação GB. Há, ainda, o Espaço Recriar, presente em escolas públicas para conscientizar sobre a importância das ações sustentáveis para o bem de todos. 

Os aspectos ESG são monitorados pelo Comitê Executivo de Sustentabilidade e Diversidade, que define a estratégia de integração dos aspectos ESG no modelo de negócios do grupo. 

Para garantir o cumprimento de sua matriz de materialidade, o O Boticário engloba pontos como Embalagens e Resíduos, Consumo e Descarte de Água, Desenvolvimento dos Colaboradores, diversidade na cadeia de Valor, entre outros pontos, sempre focados na responsabilidade como líderes e seres humanos.

E aí? Como você avalia o nível de Inovabilidade do seu negócio? Se você já se adequou às práticas ESG, é hora de investir nesse ponto para deixar a sua empresa alinhada às tendências mais recentes de mercado!

Desde a Revolução Industrial, o homem tem sido ao longo do tempo o principal responsável pela degradação ambiental no mundo. Com isso, as formas de se mensurar o sucesso da atividade de uma empresa têm mudado constantemente. Nas companhias mais modernas não há mais dúvidas, a geração de lucro com foco exclusivo nos acionistas deu lugar à geração de valor com um olhar amplo para todas as partes interessadas – os stakeholders – tais como funcionários, clientes, fornecedores, parceiros, sociedade e de forma importante, o meio ambiente.

Isso fez com que algumas vertentes da economia começassem a entender que a avaliação da qualidade de vida e da prosperidade das nações também precisava ser ajustada de uma análise simples de PIB per capita para algo mais amplo que abordasse também aspectos de desenvolvimento social como saúde, educação e equidade. E isso muda tudo. Saímos de uma avaliação da economia de forma linear para uma avaliação circular, ou em forma de ‘Donut’ (rosquinha).

Mas, afinal de contas, o que é a economia Donut e por que ela é fundamental nas empresas?

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O conceito de economia Donut surgiu há algum tempo e foi criado pela economista Kate Rawort. Trata-se de um modelo de desenvolvimento, que foge das barreiras tradicionais e se apresenta como rosquinha, sendo que o centro representa aspectos sociais e a borda contempla os limites do planeta como mudanças climáticas, poluição, escassez de água e outros. E, nesse conceito, a medida de sucesso passa a ser mais ampla pois inclui satisfazer as questões sociais sem degradar recursos do planeta e ainda, trazer resultado.

E por que estou trazendo esse tema? Porque se essa é a real medida de sucesso, precisamos saber como alcançá-la enquanto empresa e enquanto nação! E a resposta tem sido a implantação da governança social, ambiental e corporativa nas empresas, o famoso ESG.

Não existem modelos específicos relacionados a mercados ou comportamentos humanos para seguir o modelo Donut. Cada empresa deve trabalhar em ações específicas, de acordo com o segmento em que está inserida, para cumprir essas metas e estar alinhada ao que prega esse conceito.

Pensa comigo: até hoje, os principais modelos econômicos do século XX são neoclássicos. Seu foco principal é o fluxo de dinheiro apenas. Outros aspectos, como pessoas, sociedade, cultura e meio ambiente são deixados de lado.

Diante da sobrecarga de todos os sistemas da Terra, não é mais viável pensar assim. As companhias precisam investir, mais do que nunca, em práticas ESG para se tornarem sustentáveis e ganharem valor de mercado.

Agora, a sustentabilidade está no centro das decisões de investimento.

“ESG não se trata de política. E nem de justiça social. É capitalismo”, como já disse Larry Fink, CEO da BlackRock. Segundo ele, ESG nada mais é do que relacionamentos mutuamente benéficos entre você e os funcionários, clientes, fornecedores e comunidades das quais sua empresa depende para prosperar.

Quer a prova de que essa abordagem funciona e traz o tão buscado retorno para os acionistas? Em estudos conduzidos pela Universidade de Oxford com mais de 200 empresas, elas relataram que tiveram redução do custo de capital, melhoraram o desempenho operacional e tiveram valorização das ações por praticarem a sustentabilidade. A relação entre investimentos em sustentabilidade e inovação e performance financeira é direta e real.

E, para inserir isso no contexto das empresas é importante sair do discurso, trazendo o ESG para ser conduzido de perto pela diretoria executiva da empresa, com métricas claras e por que não, também relacionando as ações à remuneração desses executivos. Isso tudo alinhado ao engajando dos stakeholders nesse processo, sempre com visão de longo prazo.

Parece difícil. Te digo que sim, é. Mas como dizia Michael Porter: “Onde estão os maiores problemas do mundo, estão também as maiores oportunidades do mundo”. Está pronto para descobrir onde elas estão?

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

Diante do crescimento do mercado de franchising, muitas organizações hoje já se perguntam: quando uma empresa deve se tornar uma franquia? 

Esse é um questionamento importante, uma vez que levanta diversas análises e discussões sobre como saber se a organização está pronta para esse passo. 

Antes de tudo: é preciso entender melhor o que é franquia e como uma rede de franquias é estruturada para seguir nesse assunto. 

Neste conteúdo, vamos discutir essa questão e tentar entender como iniciar um processo de expansão via franchising e quando isso começa a se tornar uma alternativa para a empresa. Também veremos os primeiros passos para iniciar nesse universo. Acompanhe. 

Quando uma empresa deve se tornar uma franquia?

Essa é a pergunta mais importante deste artigo. É preciso de muitas informações para entender bem quando é a hora de se tornar uma franquia.

Primeiramente, para saber quando uma empresa deve se tornar uma franquia, ela precisa saber em que momento do desenvolvimento do negócio e em que estágio de maturidade ela está.

É preciso estudar as alternativas disponíveis para expansão e buscar entender qual é a que mais se adequa à estratégia e visão de longo prazo da companhia. 

É necessário também entender as condições atuais da empresa. Ou seja, realizar um diagnostico completo da situação atual da empresa nos mais diversos aspectos como: 

  • produtividade;
  • desenho dos processos;
  • infraestrutura;
  • reconhecimento de marca;
  • a aceitação dos produtos e serviços;
  • a satisfação dos consumidores e muito mais.
Quando uma empresa deve se tornar uma franquia

Definido o caminho, se a escolha for o franchising, é importante contar com processos muito bem organizados e desenhados, prontos para replicação. Afinal, esse modelo de expansão consiste justamente na criação de um modelo replicável de negócio. 

Outro ponto a se verificar é se a potencial franqueadora tem condições de prestar assistência necessária para os futuros franqueados. Até porque isso é uma das principais características desse tipo de estratégia.

Capacidade de investimento na estruturação da franqueadora e na contratação de serviços profissionais para a avaliação da viabilidade de franquear o negócio também constituem um importante elemento a avaliar.

O que uma empresa precisa para se tornar franquia?

Nesta seção, vamos analisar, entre outras coisas, qual o primeiro passo para desenvolver uma franquia.

Um dos instrumentos interessantes na formatação de franquias é o estudo de viabilidade. Trata-se de uma análise profunda da marca e das condições para verificar se será possível a expansão via franchising.

Esse estudo também busca entender a aceitação do produto no mercado,  o posicionamento e o potencial dos mercados para receberem o negócio. 

Outros pontos avaliados: tempo de retorno do investimento, viabilidade financeira tanto para o franqueado quanto para a franqueadora, concorrência, etc.

Com esse estudo aprofundado, a empresa pode verificar se essa decisão é a melhor. O ideal é sempre fazer isso como uma forma de descobrir o que precisa para iniciar um processo saudável e seguro de franqueabilidade. 

Também é importante mapear os processos e criar processos os manuais da gestão da franquia para documentar e estruturar a forma de operar cada unidade franqueada. 

Alguns desses manuais são: manual de operação, manual de marketing, manual de atendimento e vendas, manual de implantação, etc.

Muitas vezes, é necessário também desenhar no manual da franquia os processos da franqueadora para que ela tenha também definido os processos de condução e suporte à rede de franquias. 

Além disso, é necessário pensar na definição do perfil do franqueado ideal e em instrumentos jurídicos para formalizar o processo e proteger a marca da franqueadora. 

Uma etapa importante é a definição de canais de atendimento aos franqueados, estabelecendo como se dará a relação com a rede e como o suporte será oferecido, seja por uma rede de consultores de negócios ou outro formato a ser definido pela franqueadora.

Passo a passo: como estruturar o seu negócio para ingressar no franchising.

Agora, em formato de passo a passo, falaremos sobre como sua empresa pode operar no sistema de franquias.

Passo a passo: como estruturar o seu negócio para ingressar no franchising.

Avalie o cenário e faça um estudo de viabilidade e um mapa de expansão

Primeiro, estude bem o cenário da sua empresa, como já falamos. Entenda bem como a empresa tem se posicionado, como tem conquistado o mercado e quais são os mercados potenciais.

Esse estudo culmina em um plano de expansão, considerando a visibilidade e os benefícios de expandir a marca para mercados específicos, além do potencial de consumo de cada novo mercado. 

O estudo de expansão deve ser estruturado, considerando o uso de dados mercadológicos com embasamento técnico para identificar regiões mais lucrativas e oportunidades de ingresso em mercados ainda não explorados.

Faça um bom planejamento

É importante também fazer um bom planejamento, com toda a documentação necessária. A partir disso, a empresa consegue se preparar para tomar a decisão certa, no momento certo.

Avalie o modelo de negócio da franquia

Uma rede de franquias é como outro negócio, então requer uma análise profunda do modelo de negócio e de sua estrutura para operar em novos mercados. 

Muitas vezes, é necessária uma adaptação do modelo para comportar melhor a possibilidade de replicação do negócio e equalizar o investimento necessário com a possibilidade de retorno desse investimento 

Isso pode acontecer por meio de uma revisão de projeto arquitetônico, otimização de funções e a inserção de tecnologia para ganho de eficiência. 

Revise os instrumentos jurídicos

Como falamos, ao iniciar uma rede de franquias, a franqueadora precisa oferecer uma estrutura para seus franqueados. 

E essa relação começa a ser estabelecida ainda no processo de seleção dos candidatos com a formalização dos primeiros documentos jurídicos como a COF – circular de oferta de franquias. 

Além disso, o contrato de franquias deve ser pensado como um instrumento estratégico que preserva e delimita a relação entre as partes. 

Por isso, o desenvolvimento dos instrumentos jurídicos do negócio – e específico para cada negócio – é um passo fundamental para evitar problemas futuros. 

É preciso conhecer muito bem a legislação do franchising — temos uma específica para o setor —, preparar os documentos jurídicos e manuais, preparar a circular de oferta de franquias, estruturar bem os direitos e deveres das partes, estabelecer os direitos de uso da marca, etc.

Faça um plano de marketing

A comunicação não deixa de ser um aspecto fundamental no momento de avaliar quando uma empresa deve se tornar uma franquia. A marca preferencialmente já deve ter boa reputação no mercado e ser reconhecida pelos consumidores. 

Além disso, o próximo passo é estruturar o marketing da franqueadora para oferecer suporte às franquias no que tange ao marketing local e principalmente fortalecer o marketing institucional para fortalecer o reconhecimento da marca em diversos mercados. Inclusive, a influência tem se destacado como estratégia nesse sentido.

E, no momento da expansão, o marketing para a captação de investidores deve ser cuidadosamente pensado para mostrar os benefícios, o retorno do investimento e a atração do investidor com melhor adequação ao negócio.

Conclusão

Quando uma empresa deve se tornar uma franquia? A resposta para essa pergunta requer uma análise profunda de uma série de fatores. 

É preciso ter em mente o momento da empresa, sua expectativa e forma de crescimento, também avaliar de forma precisa a viabilidade de um projeto de franchising, para evitar o comprometimento da imagem da marca no mercado

Nesse sentido, o ideal é contar com uma consultoria especializada, pois é o caminho mais seguro para começar o projeto da forma mais segura e com maior potencial de sucesso

Leia também: O que é conceito de negócio? Descubra o significado e confira dicas

Segundo uma pesquisa da CNI, 80% das indústrias inovaram na pandemia e tiveram aumento de lucro e produtividade, ao passo que metade delas ainda não possui um setor específico de inovação e apenas 37% têm orçamento para este fim.

Você já parou pra pensar no enorme potencial que essas indústrias possuem para impactar de forma mais assertiva os consumidores e ganharem mercado? Embora grande parte já tenha se movimentado na direção da mudança, ainda observamos alguns comportamentos típicos da indústria tradicional como:

·      Baixa flexibilidade;

·      Dependência de um canal;

·      São voltadas para dentro;

·      Foco apenas no produto;

·      Foco único na produtividade.

O poder do canal direto sem intermediários por muito tempo intimidou a indústria – e ainda intimida. Por sorte, a internet e os canais digitais, aliados a um novo comportamento do consumidor, derrubaram esse paradigma e hoje, as empresas sabem que precisam ir na direção de atender e entender cada vez mais o consumidor e suas necessidades.

Vale a pena saber o que é direct-to-consumer para aprofundar seus conhecimentos sobre esse tipo de conceito!

No aspecto Inovação, o primeiro movimento tem sido o de buscar conhecer de forma profunda o perfil e comportamento dos consumidores. Então, algumas se movimentaram no sentido de criar seus próprios canais digitais – e passaram a incorporar tecnologia como parte de seu core business. Começaram a captar informações ricas sobre comportamento do consumidor, jornada de compras e além. Essa empreitada, permitiu por exemplo, a criação de programas de relacionamento e fidelidade bastante personalizados (e por vezes ultrapersonalizados) para um relacionamento próximo, direto e íntimo com sua base de clientes.

O atual consumidor é desafiador e, para conquistá-lo, é preciso entender o que ele gosta e o que deseja. A indústria lida com um público que sabe cada vez mais o que quer, composto muitas vezes por ativistas de causas, consumidores sedentos por novidades, ou ainda de forma antagônica (e por questões que vão além do desejo como economia e questões sociais) com medo de consumir buscando mais valor pelo menor preço, entre outras tantas características.

Sempre digo que o melhor caminho para quebrar o ciclo vicioso do pensamento da indústria tradicional é aliar os canais de vendas indiretos como multimarcas e revendedores, para investir em novos canais, diretos, e que permitem a oferta completa do portfólio de produtos, aumento das margens e geração de experiência e conexão com o consumidor – já que proporciona a possibilidade de mostrar de forma clara seu posicionamento e valores. Quem fez isso bem feito já enxerga um crescimento exponencial.

Isso faz parte de um ciclo de Renovação, uma vez que traz um novo mindset, de que as indústrias podem atuar no modelo omni, sem deixar para trás suas raízes.

E isso tem provocado uma verdadeira Transformação no setor, e muitas têm achado no varejo novas formas de interação se valendo dos mais diversos modelos e conceitos de negócios. Temos projetado para nossos clientes modelos de lojas escaláveis especialmente utilizando o modelo de franquias, e os resultados são incríveis pois proporcionam alinhamento, resultados e excelência.

Já podemos dizer que a mentalidade da indústria está em processo de transformação de “nossa vocação é produzir” para “queremos também atender o cliente como ele merece” – uma verdadeira atuação ambidestra já que exige ao mesmo tempo a atuação na produção e, em paralelo, na inovação muitas vezes criando startups apartadas de sua estrutura principal para trazer o novo para dentro da companhia. 

Essas estruturas com mindset de startup tem buscado trazer para o negócio:

 

  • Novos produtos ou inovação nos existentes;
  • Expansão para novos mercados, formatos e canais;
  • Parcerias estratégicas.

E esse processo de trilhar esse caminho de renovação em canais e repensar do negócio passa pelos mais diversos setores. Apenas em projetos aqui da Bittencourt, apoiamos empresas como RAR (indústria de laticínios), Heliar (baterias), Dexco (soluções para ambientes), McCain (batatas), Coca Cola e Ambev (bebidas), Grendene (calçados), Dengo Chocolates, Levi’s (vestuário) e muitas outras. Essas empresas buscaram além de oferecer produtos, criar experiências para o consumidor colocando ele no centro de todas as decisões.

E você, o que acha de entender melhor esse movimento da indústria rumo ao varejo e começar uma jornada de Inovação, renovação e transformação no seu negócio?

Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

O foodservice é uma vertical do segmento de alimentação que engloba toda a cadeia de negócios de alimentação fora do lar. Assim como acontece com a chegada da Indústria 4.0, o setor de food service também foi impactado por inovações e tecnologias, tais como automação, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, computação em nuvem, produção sob demanda, proximidade com clientes, nanotecnologia, robótica, big data e analytics apenas para citar alguns.

A tecnologia aplicada ao food service é uma grande aliada, porém, para garantir que ela seja bem empregada, é importante entender bem como funciona o processo de disrupção no segmento.

Estamos falando de um mercado que cresce 14% ao ano e que representa 2,4% do PIB. No total, são 1 milhão de estabelecimentos de food service no Brasil – algo que com certeza merece atenção. 

O cenário do foodservice no Brasil é extremamente promissor. A previsão de faturamento em 2025 é de R$199 bilhões. Em 2011, o setor faturou R$ 121 bi. Parte desse crescimento se deveu às inovações implementadas e foco total no consumidor. Cada vez mais, as marcas vão além.

Sempre digo que é preciso pensar lá na frente, avaliando diversos aspectos quando se tem um negócio.

No cenário de foodservice a disrupção do setor tem vindo primordialmente de cinco pontos, que são:

  • Produtos;
  • Sustentabilidade;
  • Experiência;
  • Eficiência das operações e da cadeia;
  • Interação com consumidor.

A seguir, explico melhor cada um e exemplos práticos de empresas que estão se destacando em cada um desses temas.

Quando se fala em Produtos, podemos destacar a tendência de culinária Plant Based e carne artificial. Esses mercados estão em crescimento constante e merecem atenção máxima, com o surgimento de novas tecnologias.

Em Sustentabilidade, trago como exemplo a Farm on Ogden. A empresa, localizada em Chicago, nos Estados Unidos, tem uma parceria com o Chicago Botanic Garden e o Lawndale Christian Health Center. Seu objetivo é criar espaço para marketing indoor, salas de aula, cozinhas comerciais e de ensino, além de espaços para escritórios. Tudo com comida fresca e estímulo ao desenvolvimento de profissionais dos segmentos de agricultura e indústria de alimentação.

No quesito Experiência do consumidor, o exemplo é a Dom’s Kitchen & Market, um espaço de experimentação e com foco na percepção do cliente, mesclando varejo e foodservice. Gastronomia de diversos lugares do mundo, cursos, testes e matérias-primas de produtores locais são o foco aqui.

Em termos de Eficiência, recursos como Inteligência Artificial e Automação se destacam, com análise de dados, preferências e buscas. A partir disso, são criadas estratégias de marketing, produzir sob demanda e ter operações mais inteligentes.

Em Interação com Consumidor, gostaria de destacar o Restaurante do Futuro, apresentado no Latam Retail Show 2022, maior evento B2B de varejo e consumo da América Latina, criado pelos nossos parceiros da Gouvêa FoodService.

O espaço constrói uma jornada que integra a tecnologia de uma maneira sutil e quase que invisível, com monitoramento com câmeras e dispositivos inteligentes que vão dizer as preferências do cliente. A comida também mostra o que é prioridade para o cliente, trazendo a possibilidade de personalização, inclusive.

Agora que você já conhece melhor as etapas de disrupção do foodservice, um dos mais eficientes fios condutores de integração entre marca e cliente, é preciso saber que uma execução perfeita garante escalabilidade – e este é o desafio das marcas.

É preciso integrar Tecnologia, Sustentabilidade, Produto, Serviço e Eficiência para ter resultados exponenciais.

E por aí? Seu negócio está preparado para o futuro do foodservice?

Vá além do básico! converse com a gente e descubra novas estratégias para seu negócio:

A incerteza sempre foi parte de um negócio. É impossível prever o amanhã ou traçar uma estimativa perfeita de como serão os próximos meses ou anos. Agora, no mundo atual, com inúmeras mudanças, inovações e aprendizados constantes, podemos dizer que, mais do que nunca, é essencial saber lidar – e extrair o máximo – da ausência de certeza sobre diversos aspectos dentro de uma operação, seja ela pequena ou grande.

Se pararmos para considerar a evolução do mundo dos negócios, no início do século XIX, os mercados eram ilimitados, havia foco nos processos, orientação interna e buscava-se a eficiência operacional.

Com o tempo, esse perfil foi mudando. Passamos a entender que era necessária uma visão mais estratégica, voltada à globalização, à busca pela diferenciação perante a concorrência e à orientação interna e externa.

Diante de tantas mudanças, especialmente com a chegada do mundo VUCA a partir dos anos 2000 e da 4ª Revolução Industrial, surgiu uma vantagem competitiva transitória nas empresas, que precisavam se esforçar para se manterem no topo.

Para garantirmos que a incerteza seja usada de maneira benéfica dentro do negócio, é preciso considerar a evolução dos clientes, entendendo sua jornada e aproveitando todas as oportunidades que isso gera. Uma das possibilidades de lidar com esse aspecto dos dias atuais e se diferenciar no mercado é o Moonshot Thinking.

O que é Moonshot Thinking e como ele ajuda os negócios

Ao longo da história da humanidade, fomos capazes de realizar ações incríveis, como a construção de monumentos, a invenção e popularização da internet ou a ida ao espaço.

Tudo isso foi conseguido a partir do desejo de se desenvolver algo novo e diferente – em inglês, a expressão utilizada para descrever esse movimento é Moonshot. Ela está relacionada a pensar grande, ousar, inovar, “mirar na Lua” ou o famoso “pensar fora da caixa”. 

De forma resumida, Moonshot Thinking é um conceito que diz respeito a um pensamento voltado à inovação, sempre buscando soluções disruptivas dentro de uma realidade.

Com essa abordagem, primeiro definimos o resultado que queremos alcançar, para depois planejarmos como chegar lá. Ela ajuda a quebrar barreiras e imaginar respostas inovadoras para resolver os problemas.

Algumas características deste pensamento incluem:

  • Propor ações de grande impacto, não só para a empresa, mas para a sociedade em geral;
  •     Buscar resultados dez vezes melhores do que os considerados no projeto original. 

  

Você acha absurdo? Há 20 anos, ninguém imaginaria que existia Netflix ou aluguel de carro e bicicletas por aplicativo, por exemplo. Isso aconteceu porque, lá atrás, alguém quebrou os paradigmas, certo?

Grandes nomes da tecnologia adotam o Moonshot Thinking, tais como Google, SpaceX e Amazon. O primeiro passo é investir em uma mudança de cultura organizacional, fortalecendo a ideia de inovação na identidade da empresa. Também é importante que a organização esteja disposta a reinventar seus processos, estando aberta às mudanças internas. 

A gestão de pessoas é fundamental no processo de Moonshot Thinking. Isso porque os funcionários usarão suas ideias, competências e anseios para definir os problemas e as soluções inovadoras.

Os profissionais devem ter competências técnicas e sociais para serem capazes de trabalhar por resultados espetaculares. A melhor forma de se conseguir isso é investindo em treinamentos corporativos, que ajudarão na formação, motivação e comportamento dos funcionários.

Alguns insights que ajudam a chegar a melhores resultados dentro das empresas são:

  •     Análise de material interno do consumidor;
  •     Benchmarking com consumidores;
  •     Benchmarking de competidores;
  •     Análise de tendências;
  •     Consolidação dos aprendizados;
  •     Mapa de oportunidades;
  •     Análise de potencial;
  •     Análise em conjunto com clientes;
  •     Tomada de decisão. 

Como conduzir a mudança nas organizações

De forma geral, há duas formas de conduzir a mudança nas organizações, seguindo o conceito Moonshot.

A primeira delas é a seguinte:

 

  • Foco nos produtos e serviços principais;
  • Refino e incremento das competências atuais;
  • Melhoria contínua e gestão de riscos cuidadosa.

 

A segunda abordagem diz respeito à abertura de novas fronteiras e competências do futuro, reflexão sobre novas necessidades do consumidor e novas oportunidades de negócio, além de experimentação, agilidade e criatividade.

Essas ações são indispensáveis para que uma organização aproveite todos os momentos de incerteza e saia mais forte de momentos difíceis. A escolha da melhor abordagem pode ser feita em conjunto com uma consultoria especializada nesse tipo de negócio para que os resultados sejam os melhores possíveis. E se você desejar, o Grupo BITTENCOURT está de portas abertas para “mirar na lua” e desenvolver o seu negócio. 

Lyana Bittencourt, é CEO do Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

Investir em internacionalização de redes de franquias vem sendo uma solução para os brasileiros que estão à procura de mercados mais estabilizados e menos suscetíveis a flutuações econômicas. Isso, no entanto, exige investimento alto, que em temporada de real desvalorizado pode representar muito mais do que a marca pode investir. Um fator importante é que antes mesmo de partir para mercados internacionais, o empresário procure uma consultoria, para um estudo de oportunidades de expansão, suas vantagens e desvantagens de operação.

Acredito que o que determina o sucesso do negócio não é o local em que está instalada a rede e sim, quem está à frente, sua dedicação e a vontade de fazê-lo prosperar. Já são 138 marcas de franquias brasileiras presentes em 80 países – 46% com operações e o restante com exportação de produtos.

Os destinos mais procurados são EUA, pela aceitação de diversos produtos e multicultura da sua população, Paraguai pela proximidade com a cultura e também geográfica que favorecem a integração entre franqueadora e franqueados e Portugal pela facilidade de comunicação.

Para desenvolvimento dessa estratégia, uma das etapas mais importantes é o estudo da estrutura jurídica de cada país, para entender como se adequaria o negócio ao sistema local.

Por exemplo, se o país tem leis de franquias específicas ou outros tipos de relação contratual – alguns aplicam em seus contratos a rescisão contratual unilateral, a partir da inobservância das regras do contrato como o que ocorre na Alemanha, Hungria e República Checa. Outros alinham o contrato com base no princípio da boa-fé e alguns outros países nem possuem obrigações contratuais específicas como Hong Kong, Índia e Tailândia.

No Brasil, temos uma lei específica que estabelece as relações contatuais entre franqueados e franqueadores. Um ponto fundamental que deve ser observado, é proteger a propriedade intelectual no país de destino, pois a marca e o know how do franqueador são seus principais ativos.

Podemos dizer que não existe um tipo especifico de franquia para atrair investidores, nem segmentos mais desejados, existe sim, um perfil de franquia que atrai mais os investidores. Esse perfil traz algumas combinações como: aderência à cultura e ao mercado para o qual se deseja levar a marca, marcas que sejam promissoras e tenham saúde financeira, que cresçam ao longo dos anos de forma consistente e aquelas que não exigem legislações específicas para atuar fora do país – por exemplo, as que envolvem agências reguladoras como a FDA, nos EUA.

Todos esses aspectos devem ser levados em conta, porém muitas vezes, os investidores se atentam apenas ao aspecto financeiro e esquecem de olhar as implicações de aspectos que não são controlados por ele, como os citados acima. Os negócios nesse caso devem, inclusive, ter regras claras de compliance, assegurando o cumprimento dos padrões da marca. Contar com um consultor que possa auxiliar no processo de entrada em outros países pode ser fundamental para o sucesso desse novo momento da marca.

O direct-to-consumer é a nova realidade das indústrias adentrando espaços do varejo e vendendo diretamente para seus consumidores. Diante disso, novas possibilidades e oportunidades surgem para levar mais valor aos consumidores.

 

Também há novos desafios nessa etapa. É preciso gerenciar esses canais diretos, pensar em estratégias para melhorar a experiência, ter dados à disposição para tomada de decisão, pensar na concorrência e absorver conceitos das tecnologias e tendências modernas. 

 

Neste conteúdo, falaremos mais sobre o direct-to-consumer e você entenderá por que é importante investir nessa estratégia. 

Direct-to-consumer: o que é?

A estratégia direct-to-consumer (DTC) consiste em uma indústria que vende seus produtos diretamente para seus clientes, sem precisar de intermediários. 

 

Ou seja, é uma revolução com relação às metodologias e abordagens tradicionais, que envolvem redes de distribuição, varejistas e atacadistas, forças de vendas, etc.

 

Agora, as empresas que fabricam os produtos são as mesmas que entregam ao cliente a partir de uma experiência personalizada e única em canais selecionados. Nesse sentido, é possível criar um ponto de contato mais simples e direto, que entende o cliente e oferece exatamente o que ele precisa.

 

Os canais são diversos. Podemos estar falando de e-commerce, de lojas físicas, de social selling, etc.

Direct-to-consumer: o que é

Nesse conceito, a companhia não precisa mais lidar com uma malha de parceiros e com uma complexa cadeia de intermediários. É possível centralizar as operações e garantir o melhor serviço ao cliente, desde a entrega do produto até o relacionamento.

 

O objetivo é atingir o ponto de maturidade na relação com os clientes em que eles se tornam leais e completamente fiéis à marca. Eles não somente percebem geração de valor por conta dos produtos, mas também por toda a experiência que inclui o canal, a loja, os vendedores, entre outros.

 

O DTC é uma tendência justamente porque as indústrias perceberam as vantagens em termos de resultados, uma vez que a venda direta ao consumidor permite ampliação das margens e de entendimento do consumidor, além de expandir o conceito. 

Para aquelas que exploram os canais digitais — o que em um primeiro momento foi o modelo mais escolhido para iniciar o processo de DTC —, os elementos fundamentais para o sucesso da iniciativa foram:

 

  • recursos tecnológicos para escalar ainda mais a experiência e oferecer ultrapersonalização com base em dados de comportamento de compra de navegação;
  • e permitir a atualização em tempo real da oferta.

 

A capacidade de leitura do mercado e de coleta de dados para compreensão dos clientes, com a melhor acuracidade em termos do que é oferecido, permite uma aproximação maior da marca. A marca se transmuta em experiências que convencem o cliente e o envolvem em um universo concreto.

Conheça as vantagens do direct-to-consumer

Vamos agora aprofundar as vantagens de investir nessa concepção. 

Redução de custos

Em vez de lidar com uma cadeia de parceiros e gerenciar prazos e outros quesitos, a empresa terá seus próprios canais para simplificar a jornada de compra. Isso representa menos custos e menos despesas para administrar.

 

Assim, por consequência, há maior lucratividade para a empresa. O lucro vai diretamente para a companhia, por meio dessa relação sem intermediários.

Melhoria no serviço

Ter parceiros para a venda de produtos de forma indireta pode parecer interessante em alguns contextos, mas a venda direta do DTC amplia as possibilidades de aplicar melhorias na forma de apresentar o serviço ao cliente. 

 

Ou seja, a partir de uma leitura do que o cliente precisa, a marca consegue constantemente otimizar suas propostas de produtos e experiência para fidelizar seu público.

Atendimento de qualidade

 

O atendimento se torna parte da experiência também e pode ser trabalhado para refletir a qualidade que a empresa busca mostrar ao mercado. A marca pode contar a sua história, demonstrar seus valores e demonstrar o cuidado com o cliente já na etapa do relacionamento.

 

Dessa forma, a organização não corre o risco de ter um atendimento ineficiente atrelado à experiência de compra de seus produtos.

Segmentação

Inclusive, o feedback direto dos clientes serve para alimentar suas estratégias de segmentação e possibilitar avanços na personalização das ofertas. Esse ciclo é alimentado diretamente, partindo de uma relação simples entre cliente e marca.

 

Essa é a base para o relacionamento duradouro, em que há fidelização e recomendação por parte das pessoas.

Controle da comunicação e do posicionamento

Depender de intermediários pode fragmentar a comunicação e a imagem da empresa em múltiplos canais. 

 

Por outro lado, trabalhar a experiência de uma estratégia direct-to-consumer é essencial para desenvolver uma forma única e inesquecível de comunicação e um posicionamento que certamente gerará um impacto no mercado.

 

Por sua vez, essa estratégia é a base para a humanização das marcas, para a criação de uma personalidade cada vez mais intensa, concreta, palpável e forte. 

 

Assim, é possível conquistar o cliente com maior facilidade, demonstrando valores humanos que se assemelham com os das pessoas e permitem a conexão direta.

 

Para desenvolver uma imagem de uma empresa humana, também preocupada com valores, e menos com lucratividade, a estratégia DTC funciona como um pilar essencial. 

 

Entenda nossas estratégias e como nossa metodologia vai permitir que o direct-to-consumer funcione em sua empresa!

Porque o direct-to-consumer tornou-se tão popular nas indústrias

A possibilidade de ter maior reconhecimento, a capacidade de expor a marca sem estar diretamente vinculada aos concorrentes e a maior lucratividade são fatores-chave. 

 

As empresas cada vez mais têm percebido a importância de estruturar melhor essa relação um-para-um de cliente e marca, em que a dimensão de compra se torna algo íntimo, próximo, especial. 

 

Com todas as discussões sobre a importância de desenvolver um bom relacionamento e oferecer valor além da qualidade de produtos, as organizações perceberam devidamente que isso passa por uma jornada incrível: em que todos os pontos de interação imprimem a identidade da marca. 

 

Por isso, entenderam a necessidade de uma nova metodologia, como o DTC.

Direct-to-consumer na prática: saiba como fazer

Um dos pontos é saber exatamente quais canais são mais vantajosos e estratégicos de acordo com as metas da empresa. É entender em quais frentes é preciso focar e como exatamente isso deve ser feito.


Por outro lado, a organização deve gerenciar bem a curadoria de produtos/serviços, para se alinhar ao que os consumidores esperam e ao que o mercado precisa.

Direct-to-consumer na prática: saiba como fazer

Também vale mencionar o investimento inteligente em tendências da atualidade, como o social selling, o live commerce e o próprio e-commerce.

 

As lojas virtuais foram, inclusive, uma ótima estratégia para que muitas empresas começassem a adotar o DTC.

 

Além de tudo isso, é importante que sua cultura seja ajustada para o foco no cliente.

 

Entenda nossas estratégias e como nossa metodologia vai permitir que o direct-to-consumer funcione em sua empresa!

Conclusão

O direct-to-consumer é uma realidade para muitas organizações hoje. É a indústria atuando no varejo e buscando entregar valor para fidelizar o cliente diretamente, sem intermediários. Assim, gera mais lucro, permite crescimento e expansão, bem como viabiliza maior segmentação.

A Agenda 2030 da ONU, é um documento que foi desenvolvido em  2015, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que foi proposto e compilado um documento com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável direcionados a todas as nações do mundo visando o desenvolvimento sustentável.

 

Os objetivos são nobres porém extremamente desafiadores para o mundo corporativo, desafios estes que vão desde a falta de  conhecimento e assimilação destes objetivos pelo meio  empresarial até  a incorporação deles no planejamento estratégico das corporações, com definição de projetos claros  para que façam a sua parte, no meio e na comunidade que estão inseridos e, posteriormente, estender  essa atuação para outras regiões, onde  possam dar o exemplo e o testemunho de que cada um,  dentro de suas possibilidades, pode fazer algo.

 

Se analisarmos os 17 objetivos não é difícil imaginar que as empresas têm condições de alguma forma de contribuir para a realização dessa Agenda:

  1. Erradicação da pobreza;
  2. Fome zero e agricultura sustentável;
  3. Saúde e bem-estar;
  4. Educação de qualidade;
  5. Igualdade de Gênero;
  6. Água potável e saneamento;
  7. Energia limpa e acessível;
  8. Trabalho decente e crescimento econômico;
  9. Indústria, inovação e infraestrutura;
  10. Redução das desigualdades;
  11. Cidades e comunidades sustentáveis;
  12. Consumo e produção responsáveis;
  13. Ação contra a mudança global do clima;
  14. Vida na água;
  15. Vida terrestre;
  16. Paz, justiça e instituições eficazes;
  17. Parcerias e meios de implementação.

A ONU reforça em texto publicado no seu site no Brasil.

“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à nação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todas os lugares, possam desfrutar de paz e prosperidade Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil”

 

A ONU foi além dos objetivos quando ela definiu metas para se atingir esses objetivos, coragem, boa vontade e uma dose de consciência do que queremos para o futuro da humanidade são elementos que vão movimentar essa engrenagem, o pouco que cada uma fizer, vai gerar grandeza de resultados no mundo.

 

O tempo está passando e esse movimento precisa ser acelerado, e fazemos aqui um chamado para pensarmos como vamos chegar em 2030 e qual foi a nossa parcela de contribuição como empresários e cidadãos brasileiros para superar a fome, a pobreza e as crises ambientais e climáticas, distribuindo a riqueza e fazendo do mundo um lugar melhor para se viver.

 

 

E nos dias 4 e 5 de outubro convido vocês a estarem comigo no BCONNECTED (www.bconnected.com.br) evento que estamos realizando e que tem como alguns temas centrais o protagonismo das empresas na evolução da sociedade.  Vamos juntos?